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1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná

Recebemos o títulos de Master Chef.

Mignon de coelho

Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.

Mostrando postagens com marcador vegetais. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Reminiscências do bom paladar da infância e da vida.


Lembrar da infância, das coisas boas da vida, dos cheiros e dos gostos, de tudo que experimentamos é quase impossível. Isto mesmo. Quase.

Mas existem coisas que sempre ficam guardadas, mesmo que fragmentadas no nosso inconsciente.

E uma destas passagens de experimentação é sem dúvida uma das inúmeras combinações feitas pelas nossas avós a beira do fogão.

Sopas há quem as odeie, mas também há quem as ame. E eu sou um destes, que amo. O preparo dos brodos ou caldos de vegetais é um destes detalhes do paladar que não da pára se esquecer.

Bastavam o tempo esfriar um pouco, o vento sacudir as galhas da jabuticabeira, à porta do terreiro ou ainda do abacateiro gigante no quintal, que lá estava ela, com seu avental e bacia faca e legumes e vegetais a preparar uma bela sopa.

Da Calábria, e que ninguém a contrariasse, la zuppa (a sopa) sempre um sucesso. A cada vendaval um sabor diferente nos levava pelos sabores da vida.

Vagens, brócolis, couves, tomates, feijões, cebola, cenoura, abóbora, batata, aipo, toucinho ou mesmo um caldo de galinha ou de carne, figuras quase sempre presentes, dali o mais belo minestrone sempre podiamos esperar. E até um suave consomê.

De letrinha, estrelinha, Ave Maria ou Pai Nosso, rigatone ou espaguete. Seja lá qual for sempre terei na memória o paladar do prazer de uma sopa preparada por ela Maestra a reger dois fogões ao mesmo tempo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Penne alla Doni


Pode ser simples, mas foi especial. Esse amigo que até então virtual mas que sempre demonstrou ser um profissional de altissima qualidade. Nos últimos dias participou de um trabalho de fazer babar qualquer um. Só pessoas de coração nobre e realmente de valor sabem o que isto significa. Um grande abraço amigo.


Amigo, eu poderia ter queimado fosfato para elaborar algo sofisticado. Mas Seu trabalho e dos demais que estavam juntos por si só já é um trabalho de alta gastronomia.

Penne alla Doni.

Penne rigate

2 dentes de alho picadinhos

½ pimenta dedo de moça desidratada

1 tomate médio sem pele e sem sementes

Brócolis fresco

Azeite de oliva QN

Água para cozimento.

Sal

Queijo parmesão ralado

Preparo:

Pique o alho junto com a pimenta dedo de moça desidratada e refogue em azeite de oliva. Junte o tomate picado em cubinhos e deixe por cerca de 2 minutos refogando. Reserve.

Cozinhe o penne em água abundante com um fio de óleo e salgada. Al dente.

Retire dos talos de brócolis as fibras superficiais e mergulhe-os em água fervente por 4 minutos. Escorra e passe por água fria para interromper o cozimento. Reserve.

Após o cozimento, escorra o pene e adicione o refogado de alho, pimenta e tomate e junte o brócolis. Regue com azeite e polvilhe queijo parmesão.

domingo, 7 de agosto de 2011

Frigideira Mexicana



Linguiça de lombo, pernil em tiras, bacon em cubos, cenoura, vagem, brócolis, jalapenõ, dedo de moça e caiena, banana prata cortada em navetes ( cortes em diagonal), cebola e alho amassado. E azeite de oliva.

Um prato rápido e ultra saboroso para uma situação de emergência.

O pernil cortado em tirinhas de cerca de 0,5 cm é para dar agilidade ao cozimento. REfoguei uma cebola pequena bem picada e logo a seguir acrescentei o alho amassado. Adicionei os cubos de bacon e a fritura continuou. Cuidando para que o lho não queimasse. No ponto, adicionei as tiras de pernil e deixei até que adquirissem uma cor dourada.

Nesta etapa de cocção, agregei as linguiças e deixei que ficassem firmes no calor.


DEpois de douradas também as linguiças, abaixei o fogo e fui adicionando os demais ingredientes. O jalapenõ, a dedo de moça e a caiena para saborizar e aromatizar o prato. As cenouras e as vagens entraram e só na fase de finalização foram adicionados os brócolis (que já estavam pré- cozidos e as bananas.

Três minutos a mais e fim, a Frigideira Mexicana esta pronta.

Sabor, perfume, texturas e proteinas e fibras em estado de supremacia. Regados a um bom azeite de oliva, só servir e bom apetite.

Repetindo o Chef, arriba..arriba...arriba...​mucho gusto companheiro.....

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mignom de coelho



O coelho por si só é uma espécie de tamanho reduzido. Depois de abatido e limpo, torna´se menor ainda. Podemos considerar uma unidade para servir a duas pessoas. Quando chegamos ao corte do filé, temos a opção de prepará-lo de forma diferenciada ou incluír aos demais cortes realizados.

É uma parcela de carne dividida em duas peças bem delicadas que chegam a pesar cerca de 35 a 40 gr cada parte com muito otimismo.

Esta foi uma criação na qual poderão pensar que foi baseada na escassez da carne ou na sofisticação da minusculosidade deste corte precioso.

Surge então o Mignom de coelho com presunto, pure, paris, aspargos e gema de ovo.

O mignom de coelho foi temperado com pimenta branca, flor de sal e uma pitada minuscula de nóz moscada. Envolto em presunto crú, foi levado a frigideira com um fio de azeite. O tempo de cocção é muito rápido. Requer muita atenção para não ultrapassar o ponto e retirar a maciez da carne.

O purê preparado com o cozimento das batatas com casca e só depois retiradas. Batido com um batedor, com um pouquinho de leite morno e sal.

Os aspargos verdes, foram cozidos em água salgada e a pele retirada. O paris, só puxado no mesmo fundo deixado pelo presunto e o filé. Uma dica sempre boa é a de não esquecer de fazer cortes na superfície do cogumelo para que ele não se retaia e absorva melhor também sabores agregados.

Já o ovo, ou melhor a gema do ovo foi cozida em imersão de azeite, mantendo a gema em estado liquido cremoso e com uma textura brilhante e firme.

Resultado final um prato sofisticado saboroso e ao mesmo tempo simples no preparo.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Alcachofras com pappardelle ao molho mediterrâneo.





Uma flor. Uma rainha das flores comestíveis. Sua própria forma de coroa com pétalas rijas e imponentes lhe dão esta condição de rainha. De preparo tecnicamente simples e ao mesmo tempo sofisticada à mesa, esta soberana, se destaca em qualquer apresentação gastronômica.

Das pétalas ao seu coração, uma série de pensamentos, sabores e emoções vão se formando e acolhendo os comensais.

A alcachofra é uma verdura mediterrânea, conhecida desde os tempos antigos entre os gregos e os árabes. Desta verdura, na verdade o que comemos são as flores, esta coroa que vemos são pétalas que se desenvolvem ao redor de uma florescência na região central onde se localiza o que chamamos de coração da alcachofra.

A flor de maior cobiça é a que se destaca no ramo central, chamamos de "mãe", e as que brotam nos ramos laterais, são chamadas de "netos". Estas são muito apreciadas na culinária italiana na confecção das conservas " I carciofini sotto'olio" são preparadas com estas pequenas alcachofras netas.

As alcachogras tem sua origem na àsia, estas iguarias exóticas chegaram aos portos brasileiros no final do século passado, através dos imigrantes italianos.

Saborosas e nutritivas, eram malvistas na frança e consideradas afrodisíacas, já que Catarina de Médicis, esposa do Rei Henrique II, era apaixonada por alcachofras. Seu comportamento não era lá muito exemplar, por isto acabaram proibindo as m,ulheres de consumir alcachofras.

E também muito sensual e provocativa na sua forma de ser consumida. Uma vez que temos que despila para chegar ao coração.

Na antiga medicina, as propriedades medicinais e teraéuticas desta planta, era utilizada como alternativa para a cura de febres, doenças renais e reumáticas.
Valor nutritivo
Cada 100g de sua parte comestível contém:
Calorias 79 kal
Proteínas 2,6g
Carboidratos 16,7g
Gorduras 0,2g
Vitaminas
A (retinol) 2,2mg
B1 (tiamina) 0,250mg
B2 (riboflavina) 0,12 mg
B3 (niacina) 0,8mg
C (ácido ascórbico) 7,5mg
Minerais
Fósforo 87mg
Cálcio 39mg
Ferro 1mg




Foram preparadas com um recheio a base de queijo Pecorino Sardo e Parmesão Regiano. Por entre as pétalas foram colocados bons bocados destes queijos, misturado com flocos de pimenta dedo de moça, e alho laminado.



Acompanhando esta maravilha, um pappardelle de massa fresca com um molho preparado a base de abobrinha italiana, alcaparras, berinjela em cubos, tomates cereja em quartos, folhas de manjericão e alho porro. Estes ingredientes foram puxados em azeite de oliva e agregados à massa.

Um belo e rico prato típico da gastronomia Siciliana.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Coisa simples que da água na boca!!!!!


Coisa simples que da água na boca!!!!!



Foto - Carlos Baldo

Não posso fazer só o que como, assim sendo!!!!! O tal do arroz, em tempos remotos (3 anos) iria me deleitar mas hoje não posso mais. Este ai com amêndoas em lascas, soltinho e branco.

Acompanhando meio de asinhas de frango recheadas e a milanesa. O recheio de pistache e cream cheese. Um molho de soja (suave) picante pela pimenta.

Brócolis e cenouras torneadas fazendo a festa com belos cogumelos Portobelo. Os cogumelos foram levemente grelhados em frigideira com um fio de azeite.

Resultado da ópera = Um prato super saboroso, nutritivo e especialmente colorido. Coisa simples mesmo que da água na boca!!

Voilà!!!!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vida saudável

Vamos aos Verdes e vermelhos!!!



Se possível um dia da semana deve ser dedicado aos verdes e vermelhos e outras cores mais da tão colorida horta brasileita.
De origem asiática e de clima ameno,muitos não sabem,mais as propriedades nutricionais da alface são muitas.


Por ser um alimento rico em betacoteno (provitamina A), vitaminas C,E e do Complexo B., e também rica em fibras, apresentando boas quantidades dos minerais cálcio, fósforo, potássio e ferro torna-se fundamental na nossa alimentação.

Com relação ao seu VC ou Valor Calórico, a cada 100 gramas de alface nos fornecem 16 calorias apenas.


Ainda com propriedades medicinais, por possuir um princípio ativo, que é um calmante muito eficaz, a alface é um alimento indicado para pessoas que têm insônia ou as que são muito tensas e agitadas. Além disso, ajuda a tratar e prevenir anemia (se temperada com gotas de limão, melhora ainda mais a absorção de ferro) e combate os radicais livres produzidos em excesso pelo organismo, protegendo-o de diversas doenças.

Temos assim esta hortaliça dividida basicamente em três grandes grupos:

De fevereiro a agosto temos o seu período de plantio.

a) alface tipo americana: Salinas, Tainá, Great Lakes, etc.
b) alface tipo crespa:
Brisa, Grand Rapids, Vanessa, Verônica,etc.
c) alface tipo lisa:
Elisa, Áurea, Aurora, Floresta, Regina, etc.

Fonte: www.geocities.com



Não podemos nos esquecer da Rúcula. Rica em proteínas e vitaminas A e C. Contém cálcio e ferro. Pobre em calorias.

A rúcula, também conhecida como mostarda persa, é uma planta da família da mostarda e, assim como esta, a rúcula também tem sabor picante, embora seja mais forte e mais amargo.

Na culinária, o uso da rúcula é um pouco restrito devido a seu sabor, tão forte que elimina o dos outros alimentos. No entanto, é um excelente complemento de refeições mais pesadas, como carne de porco. Pode ser preparada crua, em saladas, ou refogada, preparo excelente para recheio de pizzas.

Os nutrientes da rúcula são semelhantes aos da mostarda. é rica em proteínas, vitaminas A e C, e sais minerais, principalmente cálcio e ferro. Também é um excelente estimulante de apetite.

A rúcula é vendida em maços. Quando fresca, as folhas são bem verdes, firmes e viçosas. Se amareladas, murchas ou com pequenos pontos pretos, já não servem para o consumo. Para saber quanto comprar, calcule 1 maço para 4 pessoas (se for preparar salada) e 2 maços se for refogar.

Para conservar a rúcula por 2 ou 3 dias, coloque em saco plástico e guarde na gaveta da geladeira.

É uma hortaliça herbácea da família Cruciferae, anual, de porte baixo, originária do sul da Europa e da parte ocidental da Ásia. Suas folhas tenras são muito apreciadas na forma de salada, em São Paulo e no Sul do Brasil.

É importante, também, no sul da Europa, no Egito e no Sudão. Na Índia, é cultivada em função da pungência e do conteúdo de óleo das sementes; rica em vitamina A e C, potássio, enxofre e ferro, tem efeitos anti-inflamatório nos intestinos e desintoxicante para o organismo humano.

Em São Paulo, as principais microrregiões produtoras são Paranapiacaba, Grande São Paulo, Sorocaba e Campinas, cabendo as duas primeiras quase 90% da produção.

Uma porção de 35gs de rúcula fornece apenas 7 calorias.

Fonte: www.ufms.br

Cheiro verde também é muito interessante para ser salpicado por entre as folhas da salada. Além de serem digestivas enriquecem o valor nutricional que precisamos.
É importantíssimo, lavarmos bem estas folhas e fazer o processo de sanitização, usando uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água. Por 30 minutos, e depois lavar em água filtrada abundande e secar antes de acondicionar em recipientes na geladeira.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bacalhau em crosta de especiarias sobre musse de brócolis, camarões empanados e nozes com damasco e geléia picante.



Foto - Carlos Baldo

O velho amigo bacalhau tinha de passar pelo processo de cobaia. Depois da cirurgia, as tentativas de deglutição deste peixe tinham sido não muito satisfatórias. Na boca, sua carne se transformava em algo estranho e acabava por não ser aceito.

Dai a tentativa de rever os processos de preparação. Nas anteriores foi o arroz com bacalhau - não aprovada devida a somatória do arroz e bacalhau - também não aceito, talvez pelo tempo de cozedura - O cozido de bacalhau com legumes.

Ainda me faltava algo que mudasse a textura da carne, tentei desta vez a fritura por banho e não por imersão.


Acredito que isto possa ter feito a diferença. A carme permaneceu macia e não um amontoado de fibras a se embolar na boca. A textura ficou fantástica. A crosta foi preparada com cebola e especiarías, temperando e dando a ele um complemento diferente e crocante. Sementes de papoula fizeram parte deste mix utilizado.

Também a pimenta dedo-de-moça, foi adicionada. Outra dica que funciona bem, pimentas frescas são melhores que as desidratadas. Sem as sementes, a pele é absorvida de forma mais saborosa, se incorpora melhor aos demais ingredientes e o resultado é nota 1000.

O brócolis desta feita, se transformou em musse, usei o Ninja. depois de escaldado, foi branqueado e o processo normal de preparo da musse. Leve, saboroso e diferente no uso na montagem do prato.

Já os camarões foram empanados na minha mistura especial, afinal também tenho os meus truques e segredos. Estes foram fritos em pouquíssimo óleo. Num processo rápido e mais seco.

E como a mistura de sabores era a proposta, complementei o prato com damasco fresco, que foi escaldado por 3 minutos com um corte em cruz (mesmo processo para os tomates na retirada da pele), após isto, retirei a pele, abri ao meio e retirei o caroço ou semente. Na montagem em sequência e finalizando com uma 1/2 nóz, dei um banho com minha geléia de damasco picante e algumas folhas de salsa.

E ai esta o Bacalhau em crosta de especiarias sobre musse de brócolis, camarões empanados e nozes com damasco e geléia picante.
Foto - Carlos Baldo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Petit Medallions de Asinha recheada !!!!




Foto - Carlos Baldo

As aparências enganam!!!!! E assim aconteceu com este prato. Testei as famosas asinhas, ou melhor meio das asinhas, recheadas. É uma das partes que mais aprecio nos cortes de frango. A carme é macia, saborosa e suculenta. Pode até parecer que é pouca carne, mas para mim o suficiente.

Desosar não é o problema, isso é muito prático e rápido de ser realizado. Mas com que rechear para dar algo mais a este prato?????

Preparei uma mustura de cream cheese com pistache triturado. e coloquei o recheio. empanei e fritei.

Mas não estando satisfeito ainda com a apresentação resolvi inovar em outro prato tb. Deixei esfriar e acabei por retirar o único ossinho remanecente na pobre parte da asinha. e então com o pedaço em mãos, cortei quase que em carpacio. Lâminas super finas e surprendentes.

Aqueci em uma frigideira anti aderente e fiz a montagem dos petit medallions, sobre uma cama de macarrão de arroz. e preparei uma guarnição de brócolis, folhas de hortelã e pimenta dedo de moça finamente picado.

Sobre os medallions, coloquei um pouco de molho chocolate de gengibre e salpiquei mais pistache triturado sobre eles. O resultado esta ai. Algo surpreendente, leve, saboroso, misteriooso e picante, com o frescor das folhas de menta.


Foto - Carlos Baldo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E as favas???!!!


Foto - Carlos Baldo

Quem já não escutou a expressão de "mandar alguém às favas"???? Coitadas das favas, levam a culpa por outra coisa e acabam perdendo sua identidade. Estes grãos grandes e saborosos, são quase que completamente esquecidos da mesa dos brasileiros. Pelo menos da grande maioria dos.

Mas quando falamos em Nordeste, estas favas são regiamente reverenciadas e proporcionam os mais saborosos pratos, servidas como acompanhamento, ou como o principal de um prato.

Coisa boa é poder entrar em um supermercado de uma região diferente da qual moramos. Em Maceió, não seria diferente, e por entre prateleiras e gôndolas, lá estavam elas. "As FAVAS", brancas e de tamanho maravilhoso, entre 1,5 cm a 2,0 cm.

Comprei alguns saquinhos. Coisa de maluco por cozinha. Nada de artesanato, mas as favas estariam na bagagem sem dúvida. Não que não se encontre pelas bandas daqui de Minas, mas nada melhor que comprar produtos locais.

Ai a dúvida, como prepara-las? Como servi-las? e a cabeça a mil, buscando uma inspiração.

Até que....... Favas brancas com cous cous e costelinha assada.

Cozinhei um bom pedaço de carne de sol, e depois de cozido, finamente ele foi desfiado. A àgua do cozimento reutilizada no cozimento das favas em panela de pressão.

O Cous cous, gãos de origem italiana, foram misturados com a carne de sol desfiada e uma bela abobrinha, picada em mini bronoise. Refogados em manteiga e azeite de oliva extra virgeme guarnecidos com um belo colar de ervilhas frescas, os famosos petit pois.


Foto - Carlos Baldo

As costelinhas, deixei marinando em vinha d'alho por 24 horas, hidratada por vinho branco, e assadas em forno baixo por cerca de uma hora e cinquênta minutos. Sem adicionar manteiga ou óleo algum. Foram assadas na própria gordura e ao restante do líquido da vinha d'alho. Ficaram macias e sem aquela tradicional aparência gosdurosa e pesada.

Detalhe, sobre o cous cous, coloquei um galhinho de tomilho fresco. Perfume e acabamento.

Acho que foi do agrado dos comensais..!!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Sopa creme de verdes e outras


Foto - Carlos Baldo

Para esquentar....... Uma sopinha creme com mandioca, creme de bertalha (ou couve indiana), vagens francesas e cenoura. O quadrado de gorgonzola e o manjerição finalizam e abrem o paladar na primeira colherada.

A bertalha (ou couve indiana, uma prima do espinafre) deve ser escaldada antes de ser triturada e passada pelo chinoi. As vagens foram previamente cozidas. E a cenoura cortada em brunoise.

Uma sopinha que da conforto ao estômago e faz reunir amigos ao seu redor. Pode ser acompanhada por torradinhas de pão sírio com uma leve pasta de alho.

Divirta-se.

Sfogliatine alle fichi, brie, prosciutto e mela verde in salata


Foto - Carlos Baldo

Sfogliatine alle fico, brie, prosciutto e mela verde in salata, mesmo estando no outono, uma saladinha sempre vai bem para manter o rítimo das coisas.

Esta ai, além de ser bem diversificada , trás um mix de sabores e texturas fantástico. A começar pelo Sgogliatine com recheio de figo fresco, queijo brie e prosciutto ibérico e maçã verde. Assado em forno a 220º, a massa filo mantém a crocância e a maciês de seus ocupantes. O queijo brie derrete mas não escapa, acaba por envolver o figo e a maçã verde com o prosciutto.

Por fora, mais 1/2 figo, framboesas, brócolis, tomatinhos, couve-flor e as maravilhosas mini alcachofras, macias e saborosas. Alcaparras constratam com o doce natural das framboesas e o azeite extra virgem é um Pérez Arquero de 0,1%. Temperados com flor de sal é claro.

Simples, mas marcante .

A receita esta no site:

http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/cozinha_gen/ver/1711/sfogliatine-all

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Gamberoni a San Marco


Foto - Carlos Baldo

Sabores e texturas marcantes nesta criação. Ácido, doce, cítrico, picante, perfumado, suave no contexto global. Peixes e frutos do mar sempre são uma boa opção de um prato mais leve.
As divergências ficam a cargo do Ácido Úrico que se eleva com a ingestão destes itens gastronômicos. O segredo é não abusar. Vez ou outra sempre vai bem.

A mousse de beringela, trás equilíbrio de texturas e quebra a monotonia dos purês de acompanhamento. Os tomatinhos, apesar de ácidos, nos proporciona memórias mediterrâneas.

A vagem de brotos bem finos, ficam macios e tenrros. As sementes negras de mostarda fazem bem ao coração.

Grana Padano, irresistível , sem comentários.

A receita completa vc tem no site:

http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/cozinha_gen/ver/1685/gamberoni-a-san

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Giardino di zucca


Foto - Carlos Baldo

Uma salada colorida, aromática, e com texturas e sabores diversos.

Abóbora, brocolis, tomates, manga, avocado, gergelim, salsa, cebolinha, alho, azeite, flor de sal, rúcula baby, limão e salmão.

Harmonia entre o agridoce e o salgado, entre a cremosidade do avocado e a firmeza da manga, o amargo da rúcula e a crocância e a suavidade do brócolis. tudo isso, em uma ciranda de azeite extravirgem e o perfume do alho ligeiramente puxado na frigideira com o salmão, levemente salgado com flor de sal.

A abórora cortada em aro floral nominando a salada , salpicada com gerjelim negro.


Foto - Calos Baldo

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Salmão Imperador


Foto - Carlos Baldo

Nobre realeza, sabor incomparável, Salmão Imperador. Momentos de inspiração e criação sobre este nobre pescado. Acredito que por sua tão generosa qualidade, o Salmão se permite nos presentear com esta gama infinita de variações no preparo.


Salmão Imperador é algo de diferente. Assado aveludado, agridoce, picante, suave, sutil. Harmoniza com com os cogumelos, o alho porró, o tomate, o palmito, vagem, castanhas, especiarias e outras mais.

Mar e montanha se fundem um complexo buque de aromas e sabores.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Maminha assada e bolinhos de espinafre com nozes


Foto - Carlos Baldo

Com este calor, uma comida mais leve é sempre bem aceita. Resolvi fazer esta mainha para o final de tarde/noite. Aproximadamente 900 gr de maminha, temperada com salgrosso e um pouquinho de manteiga.

Um bom truque para assados no forno, são os palitos. Deixe de molho em água por 30 minutos, ou até ficarem bem molhados. Faça uma cama no fundo da assadeira e pronto. Neste ai, aproveitei e coloquei algumas rodelas e cebola nos espaços formados pelos palitos.

Sobre a maminha, alho laminado e cebolas ao neio, com entremeio de galhos de alecrim para perfumar.

45 minutos e pronto. A Maminha estava no ponto. Macia, úmida, e temperada na medida certa. Para acompanhar fritei alguns bolinhos de espinafre recheados com nozes. Nem precisa falar que é minha cereita especial e secreta.


Foto - Carlos Baldo

Torradinhas com manteiga de ervas (tomilho, salsa, cebolinha e orégano), pronto. acho que deu pra imaginar o resultado final.


Foto - Carlos Baldo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O meu Raposai



Foto - Carlos Baldo

O raposai é um dos pratos da culinária Chinesa mais saborosos. Acho que por ser um misto de sabores e texturas.

Carne de boi, frango, porco, camarão, e além de ovos de codorna inteiros, cogumelos, broto de bambu, cenoura, cebola, acelga, shoyu, macarrão, couve-flor e o que mais vier fica bom.

Neste meu Raposai coloquei até couve de bruxelas. O aroma das carnes no wok fritando, e a entrada dos legumes neste preparo é muito bom de sentir. Sem perder a crocância e com a liberação de liquidos, o prato fica úmido e super nutrituvo. Não é um Yaksoba, é um Raposai. No Yaksoba a parcela de macarrão é maior, aqui é só um detalhe e há um mix de carnes e frutos do mar.

Vale a pena, puro ou acompanhado de um arroz shop shui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Farofa de couve flor

Algumas coisas fazem com que busque-mos insistente-mente a resposta para que possamos acertar.

Foto - Carlos Baldo

Eu já havia visto uma fotografia de um prato que não tinha nome e nem referência. Mais era tão interessante que não me dei por vencido.
Tentei fazer algumas experiências mais sempre faltava algo ou passava do ponto que eu queria ou pelo menos desejava que fosse o ideal.
Chegar até a textura exata, não deixar com que o alimento se tranforme por completo e se pareça com algo extremamente desagradável no visual e suspeito ao paladar, isto é experimentar na gastronomia.
Enfim, encontrei as informa-ções necessá-rias para transfor-mar um volumoso buque de Couve flor em uma fina e soltinha farofa.

Foto - Carlos Baldo

O grande problema é que a couve flor é basicamente 95% água e 5% de fibra. Transformar 95% de água em matéria sólida era o meu problema.
A resposta veio da Espanha, mais precisamente do grande mestre Ferran Adrià. Para aqueles que acham que detalhes na cozinha são ....... estão muito enganados. Segundos fazem toda a diferença na preparação de um prato. E neste caso não seria diferente. Estou me referindo ao tempo de cocção e forma de fazê-lo. Sabido e aprendido o toque do Chef, consegui a matéria básica para a farofa, um granulado suave, sequinho e sem o odor acentuado da couve flor.
Esta ai foi a primeira a ser testada.
Servi juntamente com o vinagrete de pimentões e o galeto ao zimbro e grapa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vinagrete de Pimentões

Uma variação dos pimentões, verde, vermelho e amarelo. Eles foram assados e a pele retirada.
Foto - Carlos Baldo
Com um novo sabor apresentado, a troca da acidez e do amargor pelo adocicado e do picante suve.
Foram picados e colocados em uma marinada de azeite de oliva extra virgem, gotas de vinagre balsâmico, sementes de aipo e um pouco de orégano e tomilho.
Usei como acompanhament para um galeto assado ao zimbro e grapa e uma farofa de couve flor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Espinafre


O espinafre,(Spinacia oleracea) é uma erva rasteira originária do centro e sudoeste da Ásia, pertencente à família das amarantáceas, cujas folhas são comestíveis. É uma planta anual (raramente bianual), que cresce até cerca de 30 cm de altura. O espinafre pode sobreviver durante o inverno em zonas temperadas. As folhas são alternadas, simples, de ovaladas a triangulares na base, muito variáveis em tamanho, desde 2-30 cm de extensão e 1-15 cm de largura, com folhas maiores na base da planta e menores no topo.

No Brasil, espinafre é o nome popular da planta Tetragonia (Aizoaceae), parecida ao verdadeiro espinafre, mas pertence à outra família botânica.

Cada 100 gramas de espinafre (Spinacia oleracea) contêm:
Calorias - 20 kcal
Proteínas - 2,3g
Gorduras - 0,3g
Vitamina A - 7400 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina) - 105 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina) - 305 mcg
Vitamina B3 (Niacina) - 0,5 mg
Vitamina C (Ácido ascórbico) - 15 mg
Potássio - 770 mg
Cálcio - 80 mg
Fósforo - 40 mg
Enxofre - 40 mg
Sódio - 25 mg
Magnésio - 7 mg
Cloro - 6 mg
Silício - 4 mg
Ferro - 3 mg
Os Espinafres na cultura popular e controvérsias
O Marinheiro Popeye, figura clássica da banda desenhada, faz frequente recurso dos espinafres, ficando mais forte fisicamente após o seu consumo. Isto é explicado, em parte, pelo popularmente referido grande conteúdo em ferro dos espinafres, que em verdade não é muito diferente de outros vegetais.

Na década de 50, várias crianças foram a óbito, com a causa mortis chamada de a Doença o “branco do olho azul”. Verificada a causa de terem ingerido espinafre batido com leite, com a finalidade de enriquecer o complexo alimentar. O caso foi abafado e os desenhos do marinheiro Popeye continuaram a ser exibidos.

Pesquisadores da USP sugerem que se dê preferência a outras folhosas na nossa alimentação.

O vegetal tem ainda um alto índice de ácido oxálico, que inibe a absorção e um bom aproveitamento desse mineral pelo organismo. Estudos mostram também que o ácido oxálico do espinafre pode interferir na absorção do cálcio presente em leites e seus derivados. Também é possível que o consumo de grandes quantidades de espinafre pode causar um efeito tóxico na pessoa que o ingere.

COMO COMPRAR
O espinafre deve estar limpo, com as folhas de cor verde uniforme, sem sinais de murchamento. Não compre se as folhas estiverem com cor verde-amarelada, ou se as folhas e talos estiverem com pontos escuros. O espinafre já higienizado e embalado deve estar exposto em gôndolas refrigeradas. Verifique sempre o prazo de validade. Depois de comprado, deve ficar pelo menor período de tempo possível fora da refrigeração. Melhores preços são alcançados de julho a novembro.

COMO CONSERVAR
O espinafre deve ser mantido preferencialmente na geladeira, pois tem durabilidade muito baixa. Sob refrigeração, pode ser mantido por no máximo 5 dias. Em condição ambiente, pode ser mantido de um dia para o outro, desde que o maço seja imerso em uma vasilha com água e mantido em local fresco. Antes de colocá-lo na geladeira, lave as folhas, escorra o excesso de água e coloque-o em sacos de plástico perfurados ou em vasilha de plástico rígido.

O espinafre não deve ser colocado no mesmo saco de plástico onde está frutas maduras ou hortaliças como o tomate, pois neste a cor mudará de verde para amarelo mais rapidamente. Para congelar, lave bem o espinafre, seque-o com papel toalha ou deixe escorrer naturalmente. Embale-o em saco de plástico e retire o ar. Pode ser conservado por 30 dias.

COMO CONSUMIR
Antes de cozinhar o espinafre, lave as folhas em água corrente e escorra o excesso de água. A água retida nas folhas, em geral, é suficiente para o cozimento. Se necessário acrescente pequena quantidade de água, de modo a preservar as vitaminas. Cozinhe somente pelo tempo necessário para que as folhas murchem e fiquem macias. Se preferir, cozinhe no vapor, usando uma panela própria ou improvisando com uma peneira colocada sobre uma panela com água fervente. O espinafre também pode ser usado em sopas, suflês, omeletes. É ótimo como recheio ou acompanhamento de massas como macarrão, quiche, tortas, pastéis e assados. Folhas bem novas, podem ser usadas cruas em salada. Para usar o produto congelado, descongele-o em água fervente com sal ou diretamente durante o preparo de pratos cozidos.

DICAS
* Os talos podem ser utilizados em sopas, feijão ou em refogados com temperos e ovos batidos.
* Experimente usar o espinafre refogado, com azeite de oliva, cebola e passas brancas como recheio de sanduíche, com pão integral ou pão francês.
* Temperos para o espinafre: limão, cebola, cheiro-verde.

Os melhores meses para compra

Julho/ Agosto/ Setembro/ Outubro e Novembro

Maria José L. F. Matos — Economista Doméstica — Emater-DFSelma Aparecida Tavares — Economista Doméstica — Emater-DFFausto Francisco dos Santos — Pesquisador — Embrapa HortaliçasMário Felipe de Melo — Eng. Agrônomo — Emater-DFMilza Moreira Lana — Pesquisadora — Embrapa Hortaliças
Embrapa Hortaliças Internet:
http://www.cnph.embrapa.br/


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Referências:
Tom P. Coultate. Food: The chemistry of it´s components (em Inglês).
Quinta. Ed. Royal Society of Chemistry, 2009. 488 p. ISBN 978-0854041114 http://www.portalverde.com.br/alimentacao/perigos/espinafre.htm