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1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná

Recebemos o títulos de Master Chef.

Mignon de coelho

Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Veludo Negro


Veludo Negro


Este prato é algo de especial. Me atrevi a realizá-lo em homenagem à um, grande amigo, o Master Chef Alessandro Dirienzo um vero italiano milanês de alma brasileira. 

Começando pela tonalidade do molho Veludo Negro, um verdadeiro espelho de ébano preparado com base roti e amoras negras marinadas em um especial Cabernet Sauvignon. A carne, uma peça bem cozida de ossobuco,  e sobre ele um purê de mandioquinha com amêndoas laminadas.

O ossobuco é um prato tradicional italiano da região da Lombardia, em especial da cidade de Milão.
O nome deste chambão de vitela à italiana, significa literalmente "Osso (com) buraco. A explicação desta designação é simples: no norte da Itália (região da Lombardia) o chambão de vitela é cortado às rodelas juntamente com os ossos. Cada rodela tem no centro um bocado de osso em forma de tubo. No "buraco" encontra-se o tutano que não deve ser retirado. As rodelas do chambão são fritas em óleo, mas também se pode usar manteiga. O Ossobuco ou chambão é a parte da vaca ou da vitela que compreende a parte da perna, excluindo os músculos posteriores superficiais. Trata-se de uma carne rica em matérias gelatinosas, em especial indicada para caldos, consommés, geleias, cozido, picados, etc. O chambão de vitela com osso, cortado em rodelas e compreendendo músculo e osso com tutano, é conhecido por ossobuco. O vinho ideal para este prato seria um Valtellina Superiore e o Valtellina Rosso. Como característica das uvas utilizadas neste caso, as uvas Nebbiolo (90-100%) dá origem a um vinho encorpado tinto de cor vermelha rubi tendendo ao granada. Seu aroma é característico, persistente e sutilmente agradável.  O sabor é seco e ligeiramente tânico, aveludado, harmonioso e característico. 
Mesmo estando já na primavera, estas variações climáticas nos proporcionam estas travessuras gastronômicas. e em se tratando de tradições da terra mãe a querida Itália. Este harmonizou muito bem.  
O purê de mandioquinha recebeu um toque especial com zafferano (açafrão). E as amêndoas foram simplesmente colocadas sobre ele. Torradas e laminadas e com a crocância no ponto ideal. 


sábado, 3 de dezembro de 2011

Costelinhas gregas



Sempre fui louco por costelinhas e sempre procurando maneiras diferenciadas de seu preparo. Dois belos cortes de costelinhas, com pouca gordura estavam me gritando e pedindo alucinadamente para que eu as levasse dali. E como não resisti, logo as acomodei no meu carrinho de compras.

Mas como prepará-las? E não poderia ter tido inspiração melhor. Sempre o Mediterrâneo presente na minha linha de pensamento. Saí então a preparar o Casamento Grego. Uma marinada grega seria o ideal para que a harmonia de tais ingredientes fossem convidados a enaltecer aquelas belas costelinhas.

Tinha ainda um pouco de Uzo e não iria deixar isto de fora. Aberto o armário das especiarias, a magia começõu a se formar e gerar o aroma que provocava as mais doce das paixões.

Mel, açucar mascavo, pimenta do reino, Uzo, orégano, pimenta caiena, mostarda em pasta e em grãos, vinagre, azeite, alho, gengibre, cebola, anis, melaço de romã ervas especiais e especiarias orientais, tomate em polpa e é claro o principal , o Iogurte grego.

Posso garantir que o Casamento estava completo em todos os sentidos, as costelinhas ali envolvidas por aquela marinada que parecia um presente do Olimpo. Diana se orgulharia se o porco tivesse sido caçado, Zeus me olhava avido para degustar. Selados em saco plástico, tiveram sua lua de mel bem refrescante na geladeira, por 18 e sempre promovendo o tombamento ( virando o saco para movimentar a marinada.

Terminado este prazo, as costelinha foram acondicionadas em uma assadeira forrada com papel manteiga e levadas ao forno cobertas por um papel alumínio por cerca de 30 minutos. Após este tempo, retirei o papel e deixei permanecerem ali por mais 20 minutos para qua a cor se fixa-se.

Paralelamente preparei batatas em quartos , cozidas em aguá salgada e depois escorridas. Cebolinnha picada e bastante azeite de oliva extra-virgem completaram o trabalho e flocos de pimenta dedo de moça, desidratado e finamente picados foram pulverizados sobre as batatas.

O resultado foi este ai que apresento. Costelinhas gregas, que de olhos fechados poderiam te levar até Σαντορίνη.

domingo, 7 de agosto de 2011

Frigideira Mexicana



Linguiça de lombo, pernil em tiras, bacon em cubos, cenoura, vagem, brócolis, jalapenõ, dedo de moça e caiena, banana prata cortada em navetes ( cortes em diagonal), cebola e alho amassado. E azeite de oliva.

Um prato rápido e ultra saboroso para uma situação de emergência.

O pernil cortado em tirinhas de cerca de 0,5 cm é para dar agilidade ao cozimento. REfoguei uma cebola pequena bem picada e logo a seguir acrescentei o alho amassado. Adicionei os cubos de bacon e a fritura continuou. Cuidando para que o lho não queimasse. No ponto, adicionei as tiras de pernil e deixei até que adquirissem uma cor dourada.

Nesta etapa de cocção, agregei as linguiças e deixei que ficassem firmes no calor.


DEpois de douradas também as linguiças, abaixei o fogo e fui adicionando os demais ingredientes. O jalapenõ, a dedo de moça e a caiena para saborizar e aromatizar o prato. As cenouras e as vagens entraram e só na fase de finalização foram adicionados os brócolis (que já estavam pré- cozidos e as bananas.

Três minutos a mais e fim, a Frigideira Mexicana esta pronta.

Sabor, perfume, texturas e proteinas e fibras em estado de supremacia. Regados a um bom azeite de oliva, só servir e bom apetite.

Repetindo o Chef, arriba..arriba...arriba...​mucho gusto companheiro.....

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Telha picante de pimenta dedo de moça



Algumas coisas surpreendentes. Esta é uma pequena obra e de aparência muito frágil e capaz de despertar verdadeiras explosões no paladar.



Estas servi com o próprio ossobuco al Barolo . A montagem foi feita no próprio osso da carne. O destaque da telha foi para valorizar a carne coroada por esta pimenta tão brasileira e charmosa. A dedo de moça.

sábado, 4 de junho de 2011

costolette in salsa di limone e miele con polenta piccante



Costolette in salsa di limone e miele con polenta piccante.

Costelinha ao molho de limão e mel com polenta picante.

Preparadas com o mínimo de gordura. Sempre procuro comprar costelinhas mais magras para evitar as tais gorduras. Geralmente prefiro pedaços de no máximo 4 centímetros. Considero mais educado e mais fácil das pessoas tratarem o assunto nos pratos em situações não tanto despojadas.

Se não vierem cortadas pelo açougueiro, e se tiver um cutelo em casa, isto é bem simples. Os ossos são macios e se cortam facilmente.

Feito isto, uma leve passada em suco de limão. Levei a uma panela de revestimento antiaderente, sem óleo. Uma cebola média picada em cubos e 2 dentes grandes de alho bem picados. A própria gordura das costelinhas é suficiente para o processo de fritura.

Após estarem douradas, adicionei o suco de um limão siciliano e meia xícara de mel vermelho de engenho. (os melhores vem do Estado de Alagoas). Adicionei também duas colheres de geléia de pimenta e sal a gosto.

Este cozinento se dá em 45 minutos.

Enquanto isto, em outra panela, 03 xícaras de água fria e 06 colheres de fubá fino. Uma pitada de 03 dedos de sal (uso sempre o grosso), oégano e salsa desidratados. Levei ao fogo baixo por cerca de seis minuitos e depois aumento. É quando o fubá começa a dar liga e encorpar. Neste momento, Adicionei um fio de azeite extra virgem e misturei bastante com um batedor manual (fouet). Adicionei pimenta líquida, uma colher de chá.

O ponto do cozimento das costelinhas é fácil de se perceber. A carme macia, e o molho com um tom acastanhado dourado brilhante e bem incorpado.

Como acompanhamento deste dueto, tomatinhos cereja cortados em 4.

Elementos e ingredientes simples mas que podem ser apresentados com elegância e requinte.

Bom apetite!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mignom de coelho



O coelho por si só é uma espécie de tamanho reduzido. Depois de abatido e limpo, torna´se menor ainda. Podemos considerar uma unidade para servir a duas pessoas. Quando chegamos ao corte do filé, temos a opção de prepará-lo de forma diferenciada ou incluír aos demais cortes realizados.

É uma parcela de carne dividida em duas peças bem delicadas que chegam a pesar cerca de 35 a 40 gr cada parte com muito otimismo.

Esta foi uma criação na qual poderão pensar que foi baseada na escassez da carne ou na sofisticação da minusculosidade deste corte precioso.

Surge então o Mignom de coelho com presunto, pure, paris, aspargos e gema de ovo.

O mignom de coelho foi temperado com pimenta branca, flor de sal e uma pitada minuscula de nóz moscada. Envolto em presunto crú, foi levado a frigideira com um fio de azeite. O tempo de cocção é muito rápido. Requer muita atenção para não ultrapassar o ponto e retirar a maciez da carne.

O purê preparado com o cozimento das batatas com casca e só depois retiradas. Batido com um batedor, com um pouquinho de leite morno e sal.

Os aspargos verdes, foram cozidos em água salgada e a pele retirada. O paris, só puxado no mesmo fundo deixado pelo presunto e o filé. Uma dica sempre boa é a de não esquecer de fazer cortes na superfície do cogumelo para que ele não se retaia e absorva melhor também sabores agregados.

Já o ovo, ou melhor a gema do ovo foi cozida em imersão de azeite, mantendo a gema em estado liquido cremoso e com uma textura brilhante e firme.

Resultado final um prato sofisticado saboroso e ao mesmo tempo simples no preparo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Coelho provençal com legumes glaçados, arroz com nozes e molho de estragão.



Coelho provençal com legumes glaçados, arroz com nozes e molho de estragão. Uma unidade de coelho com cerca de 1,500 grs depois de limpo registrou peso útil de 1,200 grs. A limpeza é fundamental.

Depois de limpo, foi cortado de forma tradicional, as paletas, os dois permis, o lombo, pescoço. Colocados a marinar por 24 horas. em vinha'dalhos com metade de vinho branco e metade de tinto. Normalmente se prepara só com o vinho branco. Mas preferi inovar nesta receita.

Retirado desta marinada, foi levado ao fogo baixo parq que o cozimento fosse perfeito. Os legumes, cenouras, e brócolis foram pré cozidos. Os rabanetes e os champignhons não para manter as texturas.

O arroz branco, tradicional e sómente regado ao azeite e com uma coroa de nozes.

O molho de estragão preparado com creme de leite fresco, estragão fresco e flor de sal e queijo emental fundido.

Os legumes glaceados com açúcar mascavo, vinagre de Jerez. Ervas, escolhi o tomilho fresco para perfumar o prato e movimentar e dar leveza na montagem.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Lingua recheada com cenoura e bacon , ao molho roti.





La langue em peluche avec des carottes et lard au sauce roti.
Lingua é em corte que entrou tardiamente no meu paladar. Puro preconceito que foi quebrado acidentalmente pela minha sogra. Certa noite, durante um jantar, comi aquela carne macia e saboroda e fiz um elogio. "Que músculo macio este" Ela concordou perguntou se eu aceitava mais uma fatia e olhou para minha esposa. Na época ainda namorada.

Após terminar o prato ela me disse que aquele músculo macio éra na verdade - lingua. Apaixonei desde então. Preparada então aomolho roti com cogumelos, e recheada com cenoura e bacon fez companhia para um belo arroz com alho.

O único trabalho é o de escaldar a lingua para a retirada da grossa cobertuta do músculo. Sendo uma lingua de gado mais novo, o tempo de cozimento é muito rápido, cerca de 40 a 45 minutos. A cenoura e o bacon são entroduzidos antes do cozimento. É interessante dar uma amarrada tradicional a peça. Após o tempo de cozimento, deve-se retgirar e esperar esfriar um pouco. A carne deve repousar cerca de 15 a 20 minutos para não se disolver.

No momento de servir, o molho deve ser aquecido e derramado sobre as fatias jã empratadas ou em uma travessa mais funda para comportar todo o volume do molho. Sirva om um belo arroz fresquinho e com lâminas de alho.

É um belo Prato para o outono e/ou inverno.
Bom apetite.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Paleta de Cordeiro com batatas assadas ao alecrim.


Foto Carlos Baldo

São pratos bem campestres, coisa bem bucólica e que nos coloca num ambiente quase que nas reminicencias dos nossos antepassados.

Conforme li uma vez em um texto, o autor ou autora considerava que a palavra reminiscências trazia na sua "sonoridade, algo mais profundo, com mais intensidade que os termos de lembrança ou memória. Também porque segundo Platão, esse termo se relaciona com a lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando ao lado dos deuses, tinha a visão direta das idéias".

Não posso afirmar que eu estava lá mas que senti um grande prazer isto senti. Alimentos simples no seu singular. Bastam-se neste dueto, uma paleta de cordeiro assada e batatas ao alecrim.

O azeite envolvendo as batas e o alecrim perfumando todo o ambiente faz com que nos sintamos mesmo em outro local e outros tempos imemoriais.

Prazeres da cozinha que só se percebem com sensibilidade para a simplicidade e com o amor pelos alimentos.

Desde a sua simples manipulação até a finalização do prato.

Claro!!!! O vinho presente com certeza... Tinto encorpado na cor, Vinho Castelluccio Ronco Delle Ginestre . De personalidade, com bom corpo e taninos firmes de qualidade. Bom frescor que ressalta o sabor frutado intenso. 100% Sangiovese de Romagna.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tapas



La Tapa, de de modo a ser significativo, tem de ser consumidos entre as refeições principais como o alimento que permitirá o corpo a poder sobreviver até o almoço ou o jantar.


Foto Carlos Baldo

Alguns autores afirmam que o “tapa” nasceu quando, devido a uma doença, o rei espanhol Alfonso X, o Sábio, tinha que tomar pequenos bocados de comida com um pouco de vinho entre as refeições. Uma vez recuperado da doença, o sábio rei decretou que nenhum vinho poderia ser servido em qualquer uma das pousadas nas terras de Castela sem que fosse acompanhado de algo para comer. Esta foi uma sábia precaução para neutralizar os efeitos negativos do álcool sobre as pessoas que, por falta de dinheiro para comprar uma refeição nutritiva, usassem de bebidas alcoólicas com o estômago vazio.

Foto - Carlos Baldo

Além da história da doença real, devemos considerar a teoria de que o primeiro “tapa” apareceu devido à necessidade de que agricultores e trabalhadores de outros sindicatos para ter uma pequena quantidade de alimentos durante o seu tempo de trabalho, o que lhes permitiu continuar a trabalhar até ao momento para a refeição principal.

Esta refeição rica em gordura era tão pesada de digerir que uma "siesta" teve que ser levado para um par de horas antes de voltar para os campos ou para as oficinas. Mais horas de trabalho na manhã significou um trabalho mais fácil após a refeição.

Foto - Carlos Baldo

Vinho foi o acompanhamento natural para este lanche, pois induziu um humor suave e uma maior resistência, enquanto que no Inverno aqueceu o corpo como proteção em dias muito frios nos campos e nas oficinas da Idade Média. No verão, a bebida tomada no sul do país foi "gazpacho (sopa fria de tomate), em vez de vinho, o que aumentou o calor do corpo em vez de fornecer o refrigério necessário - o frio.

O lanche é chamado de "alifara" no norte da Espanha, Aragão e Navarra, e depois, no País Vasque, começou a ser chamado de "Poteo", porque o vinho tinha de ser bebido em "potes" (potes).

Uma vez que o "botillerias" (garrafa-shops) e "tabernas" (tabernas) se estabeleceram ao longo da Espanha, o decreto do rei sábio permaneceu por estas terras. Por essa razão, a jarra de vidro ou de vinho era servido coberto com uma fatia de presunto ou queijo, ou, por dois motivos: em primeiro lugar para evitar insetos e outras impurezas caindo na jarra e em segundo lugar, para os convidados para absorver o álcool que tinha bebido com algo sólido, como o rei Alfonso tinha aconselhado. Esta foi a origem da tapa, um alimento sólido que cobria o cálice e uma palavra enraizada na tradição espanhola. E assim a tradição da difusão tapa em toda a Espanha. E continua até os dias atuais. Muitos outros países têm adotado o tapa, servi-lo de muitas maneiras diferentes.

Devido ao período de tempo entre o pequeno-almoço de manhã cedo, e o almoço, que na verdade só realmente é consumido no início da noite, alguns países do Mediterrâneo adotaram o costume de tomar um "Tentempié" (lanche), um aperitivo ou o "tapita". Esta pausa dá às pessoas uma oportunidade de socializar e discutir temas relacionados ao trabalho.


A bebida tradicional com o “tapa” é o vinho, ou "peleón" (jovens e baratos) ou "reserva" do vinho (amadureceu em barris de carvalho) de cada região: "txakoli" jovens no País Basco, o vinho ou Penedés Cava na Catalunha, "Ribeiro", no Noroeste, Valdepeñas jovens ou vinho de Rioja, em Castela e no centro, ou xerez fino no sul e em partes do norte, onde as maçãs crescem em abundância, cidra substitui vinho.

Foto - Carlos Baldo

Tapas - receitas variam de acordo com o gosto e as tradições gastronômicas de cada região. Mas a tapas servidas com maior freqüência são geralmente aqueles que incluem a variedade de muitas azeitonas, nozes secas, bem como vários tipos de frios. Atualmente, o “tapa” inclui muitas outras receitas para aperitivos. Na Idade Média e durante períodos de dificuldade econômica, os cursos foram suplementados, com o pão. No entanto, hoje, esses cursos estão incluídos no mundo tapas.

Tapas – as receitas utilizam uma grande variedade de produtos de origem animal, como carne, peixe e ovos e produtos agrícolas, como hortaliças.

As muitas variedades de azeitona verde -, Manzanilla, machacadas (moído), gordales (grande), rellenas (empalhados), aliñadas (sabor) ou deshuesadas (caroço) - são em si o tema de um livro. Junto com as azeitonas, fatias de chouriços ou fumado, presunto, fatias de queijo ou de jamón curado, tornou-se famoso no mundo inteiro. Afinal, esta é a verdadeira origem da cobertura da Idade Média 'jar.

Entre outros, há petiscos fritos e petiscos preparados com molhos. Em algum momento do passado, os “tapas” - fritos tiveram mais sucesso e são mais procuradas do que os preparados com molhos, além de algumas pequenas exceções. "Boquerones" (peixe miúdo), calamaries, enchidos, fritos, uns croquetes de batata, e "Torreznos", pertencem ao mundo das tapas frito. Casserole guisados, bem como a madrilena "callos", berinjelas a Almagro ou vagem com sabor pertencem às tapas preparadas com molhos.

Finalmente, os animais e as receitas agrícolas, tais como as tortilhas de batata, fritos de bacalhau, uns croquetes e escabeches, continuam obrigatórios no momento do dia, para que, se for acompanhado por uma salada, que pode perfeitamente substituir um almoço completo.

Hoje, juntamente com esses lanches tradicionais, muitos novos apareceram, alguns dos quais eram apenas para ser servido em uma mesa elegantemente colocada. Recém-chegados incluem a "paella" ou as batatas cozidas com carne e outros retirados de receitas estrangeiras que finalmente acabou no nosso mundo de tapas, como patê de salmão fumado ou caviar, rolos de mola vegetais, peixes defumados provenientes dos países do Norte, salsichas alemãs, queijo suíço ou francês derretido e bolos ou patê da Europa Central.

Tapas podem ser comidas no almoço ou jantar, se a quantidade ou variedade de tapas é suficiente para satisfazer o apetite. Mas, sem dúvida, o aspecto mais singular do "tapeo" (a arte de comer tapas) é sua capacidade de reunir pessoas de todas as esferas da vida que se reúnem em volta da mesa para apreciar esses rituais informais juntos.

Apesar da elegância do tapeo e seu ritual estético, há uma medida de indiferença para com a tabela e disposição dos lugares e até mesmo o próprio alimento, que, embora delicada e saborosa, é comido em pé, em quantidades tão pequenas, que as pessoas se referem para esta ação como bicando a comida, de pássaro ("picar") em vez de "comer" (canto). No momento da conversa tapeo desempenha uma parte integrante do ritual tapeo. A arte de comer em pé até se tornou quase sacrossanta. Os “tapas” são uma parte muito característica da tradição culinária espanhola, que parece improvável a ser exportados para outras culturas, mas já se tornaram populares em todo o mundo.

Porque não! O tapeo seria, sem dúvida, a melhor fórmula de fast food, se não exigem tempo e uma pausa longa o suficiente para a prática, com elegância espanhola, a arte de comer em pé.

http://www.arrakis.es

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Filé alla Lessinia




Foto - Carlos Baldo

O ohar sobre o alemento é algo curioso. Pelo menos para mim. Nos momentos antecedentes ao processo de criação de um prato novo, milhões de coisas passam pela minha mente, mas duas perguntas param todo o processo de devaneio. O que eu vou comer hoje??????? e O que vou fazer para servir?????

E é neste exato momento que os ingredientes começam a se interagir diante dos olhos.

E neste caso, esta combinação na montagem do rolê de filé com bacon e os palitinhos de cenoura, e o queijo feta resultou neste suculento felé empanado. Sem falar no molho preparado com cerejas, champignhons e amêndoas, com p pesto de salsa crespa e tomilho.

A receita completa esta no site:

http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/cozinha_gen/ver/1822/file-alla-lessinia

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E as favas???!!!


Foto - Carlos Baldo

Quem já não escutou a expressão de "mandar alguém às favas"???? Coitadas das favas, levam a culpa por outra coisa e acabam perdendo sua identidade. Estes grãos grandes e saborosos, são quase que completamente esquecidos da mesa dos brasileiros. Pelo menos da grande maioria dos.

Mas quando falamos em Nordeste, estas favas são regiamente reverenciadas e proporcionam os mais saborosos pratos, servidas como acompanhamento, ou como o principal de um prato.

Coisa boa é poder entrar em um supermercado de uma região diferente da qual moramos. Em Maceió, não seria diferente, e por entre prateleiras e gôndolas, lá estavam elas. "As FAVAS", brancas e de tamanho maravilhoso, entre 1,5 cm a 2,0 cm.

Comprei alguns saquinhos. Coisa de maluco por cozinha. Nada de artesanato, mas as favas estariam na bagagem sem dúvida. Não que não se encontre pelas bandas daqui de Minas, mas nada melhor que comprar produtos locais.

Ai a dúvida, como prepara-las? Como servi-las? e a cabeça a mil, buscando uma inspiração.

Até que....... Favas brancas com cous cous e costelinha assada.

Cozinhei um bom pedaço de carne de sol, e depois de cozido, finamente ele foi desfiado. A àgua do cozimento reutilizada no cozimento das favas em panela de pressão.

O Cous cous, gãos de origem italiana, foram misturados com a carne de sol desfiada e uma bela abobrinha, picada em mini bronoise. Refogados em manteiga e azeite de oliva extra virgeme guarnecidos com um belo colar de ervilhas frescas, os famosos petit pois.


Foto - Carlos Baldo

As costelinhas, deixei marinando em vinha d'alho por 24 horas, hidratada por vinho branco, e assadas em forno baixo por cerca de uma hora e cinquênta minutos. Sem adicionar manteiga ou óleo algum. Foram assadas na própria gordura e ao restante do líquido da vinha d'alho. Ficaram macias e sem aquela tradicional aparência gosdurosa e pesada.

Detalhe, sobre o cous cous, coloquei um galhinho de tomilho fresco. Perfume e acabamento.

Acho que foi do agrado dos comensais..!!!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Duo amici



Foto - Carlos Baldo

Sabores diversos e resultado expetacular. Brincando com cortes diferentes e origens também, resolvi fazer esta experiência.

Carne de Sol, Costelinha defumada, Toucinho de Barriga, Linguiça Calabresa, temperos e uma extravagante mistura, Cerveja Pilsen e Coca Cola.

Ai esta o resultado. Uma carne totalmente desconstruída. As batatas eu descasquei e dei um toque diferente, torneadas como se fossem peras.

Foram colocadas para cozinhar neste molho, por 5 minutos em pressão. a camada mais externa absorveu a coloração do molho e a interior manteve o tom amarelo da batata.

Os detalhes ficam por conta da criatividade. a batata pera completou a dupla. A tradicional carne com batata em grande estilo e com um sabor fantástico.

A receita completa no site: http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/cozinha_gen/ver/1613/duo-amici-%28molho-de-carne-acompanhado-de-batata%29


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Rocambole de ossobuco

Foto - Carlos Baldo

Alquimia na cozinha sempre me despertou algo mais. Transformar alimentos, reaproveitar, remodelar, representar são formas de se fazer algo com o apresentado e o inesperado.

Na preparação do meu caldo de carne, ou mesmo um bom roti, sempre gosto de utilizar o ossobuco. E ai não foi diferente, estava preparando o caldo de carne para dar sequência ao Boeuf Bourguignon. Bem, depois de preparar o caldo, separar os componentes sólidos, separar os ossos, o que fazer com esta massa de ingredientes temperos e algo mais?????

Passados pelo Chinoy, um volume expressivo de carne desfiada, legumes, alho porró, e outras ervas, estava nas minhas mãos e o que fazer.???!!!

Hidratei um pouco, e levei ao processador, uma quebra de fibras representativa. Mas ainda assim uma bela massa de carne. Envelopei, nivelei com o rolo e aberto como uma massa, adicionei o recheio de calabresa, queijo mussarela. Enrolando como um rocambole, levei ao congelador para firmar. Deixei por 48 horas para que pudesse agregar bem os sabores dos temperos ali utilizados.

Depois deste tempo, hora de testar. Mãos untadas com óleo, levei sobre uma cama de ervas desidratadas e nozes trituradas e um pouco de páprica picante, Formada uma crosta, acomodei sobre o papel manteiga em uma assadeira e cobri com alumínio pelos 20 primeiros minutos em forno pré-aquecido a 180º . Os próximos 20 minutos, 200º para terminar de selar o rocambole.

Retirado do forno, macio e suculento e com a mussarela a escorrer pelas fissuras. A crosta fantástica, deu o toque final.


Foto - Carlos Baldo

Quente ou frio, e até como recheio para um belo pão sírio. O aproveitamento de 98% dos ingredientes utilizados. Essa é a cozinha inteligente. Não é tempo de sobras e de descarte desnecessário.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Maminha assada e bolinhos de espinafre com nozes


Foto - Carlos Baldo

Com este calor, uma comida mais leve é sempre bem aceita. Resolvi fazer esta mainha para o final de tarde/noite. Aproximadamente 900 gr de maminha, temperada com salgrosso e um pouquinho de manteiga.

Um bom truque para assados no forno, são os palitos. Deixe de molho em água por 30 minutos, ou até ficarem bem molhados. Faça uma cama no fundo da assadeira e pronto. Neste ai, aproveitei e coloquei algumas rodelas e cebola nos espaços formados pelos palitos.

Sobre a maminha, alho laminado e cebolas ao neio, com entremeio de galhos de alecrim para perfumar.

45 minutos e pronto. A Maminha estava no ponto. Macia, úmida, e temperada na medida certa. Para acompanhar fritei alguns bolinhos de espinafre recheados com nozes. Nem precisa falar que é minha cereita especial e secreta.


Foto - Carlos Baldo

Torradinhas com manteiga de ervas (tomilho, salsa, cebolinha e orégano), pronto. acho que deu pra imaginar o resultado final.


Foto - Carlos Baldo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O meu Raposai



Foto - Carlos Baldo

O raposai é um dos pratos da culinária Chinesa mais saborosos. Acho que por ser um misto de sabores e texturas.

Carne de boi, frango, porco, camarão, e além de ovos de codorna inteiros, cogumelos, broto de bambu, cenoura, cebola, acelga, shoyu, macarrão, couve-flor e o que mais vier fica bom.

Neste meu Raposai coloquei até couve de bruxelas. O aroma das carnes no wok fritando, e a entrada dos legumes neste preparo é muito bom de sentir. Sem perder a crocância e com a liberação de liquidos, o prato fica úmido e super nutrituvo. Não é um Yaksoba, é um Raposai. No Yaksoba a parcela de macarrão é maior, aqui é só um detalhe e há um mix de carnes e frutos do mar.

Vale a pena, puro ou acompanhado de um arroz shop shui.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mil folhas de couve com ragu de costela e molho de manga picante


Foto - Carlos Baldo

Folhas de couve fritas a baixa temperatira, fazem o papel da massa folhada neste prato. O importante é retirar parte das fibras na parte inferior da folha.

A manga cortada em leque. O recheio das folhas de couve é que dá um pouquinho a mais de trabalho. Fiz lâminas de angú. Prepare o angú com antecedência, em forma fácil para retirar e fatiar. Após fatiado, passe cada lâmina em molho picante preparado com um pouco da manga batida. Monte as mil folhas em uma 5 camadas aproximadamente.

Prepare um ragu de costela de boi bem temperado com alho, nóz moscada e um pouco de pimenta caiena.

É exótico mais muito saboroso.

Obs. As folhas de couve devem ficar crocantes e não amolecidas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cupim Bohemia


Foto - Carlos Baldo

Fiquei devendo a foto do Cupim!! mas Resolvi repetir a pedidos. Como acompanhamento desta vez, preparei uma arroz com caldo de legumes e um acompanhamento mais complexo. Mas vou descrever o que eu coloco, sem omitir nada.

Não gosto de jogar fora os talos das folhas de couve. Pois neles estão amazenadas uma grande quantidade de nutrientes e vitaminas. Então, faço o seguinte: lavo, retiro algumas fibras no sentido longitudinal e depois corto em rodelinhas. Afervento em água pura e se a quantidade é muita, congelo.

Neste caso, usei tudo. Em uma frigideira, coloquei estes talinhos, duas fatias de bacon picados em brunoise, alguma flores de brócolis já cozidos, picadinhos na ponta da faca, uma colher de café de pasta de pimentão que eu preparo (picante). Duas cebolinhas pequenas bem picadas, dois dentes pequenos de alho picados, 03 (três) tomates secos também picadinhos.

Tudo isso foi refogado em frigideira regado a azeite de oliva extravirgem.

Com o apoio de um aro montei uma camada de arroz e uma deste refogado e mais uma de arroz para terminar.

Fritei também alguns pedaços de mandioca e uma cebola inteira cortada em pétalas.

O cupim foi servido com seu molho que completou o prato.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Pizza! Pizza! Bolonhesa transgênica?!?!?!


Foto - Carlos Baldo

Mais rápido que isso só duas.
Rapidinho parece um rodízio, Calabreza, presunto e mussarela, bolonhesa transgênica, tomatinho cereja, cebola e alcaparras com catupiry.
Bolonhesa trangênica, rsrsrs, não fiz o molho com o tradicional tomate, mas com Tamarilo. E o molho dá consistência e fica bem encorpado. Tem de temperar bem, pois o danadinho é bastante ácido e um pouco amargo. Mesmo sem a pele, que se tira com a mesma técnica dos tomates normais, fazendo um X com uma faca superficialmente e escaldar em água fervente por 3 segundos. Depois de pelados e refogados, passei pelo mix para dar uma triturada nas sementes. Feito isso, passei pela peneira, e deixei como se ao sugo fosse.
Refoguei a carne moída (Chã) . E adicionei algumas azeitonas picadas e galhilhos de mini hortelã.


Foto - Carlos Baldo

Na Calabreza, só molho e folhas de manjericão. Presunto e mussarela, mais que tradicional. Só orégano e tomilho.


Foto - Carlos Baldo

Na outra metade, mussarela ralada, tomatinhos as metades, uma cebola pequena finamente fatiada e alcaparras salpicadas, 2 dentes de alho fatiados e salpicado sobre tudo, queijo catupiry.

Bem variado e para todos os gostos!.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

É de segunda, mas vira de primeira.


Foto - Carlos Baldo

O cupim. Controversa, provoca discussão, é carne de segunda, mas fica de primeira. Por ser uma carne com muita gordura entremeada, ou marmorizada, é considerado um corte perigoso para a saúde. Depende do ponto de vista e da frequência do consumo. Tudo em excesso faz mal, ou quase tudo.


Acredito que o segredo esteja no preparo para deixá-la menos temida. Podemos começar pela selagem, sem muito óleo. Dar um bom tratamento nesta etapa ajuda bem. Nada de dar banho de óleo na carne. Basta untar até com as mãos.


Preparei um bom pedaço de cupim assim, selei e depois adicionei 06 cebolas pequenas, inteiras, uma cenoura grande, cortada em rodelas grossas, 500 ml de água e uma garrafa de cerveja escura. Usei Bohemia. Acho mais palatável para isto. Em panela de pressão, por 80 minutos. Abri, testei o sal, adicionei mais 01 xícara de água e levei novamente à pressão por mais 20 minutos.


Deixei em repouso, até a pressão reduzir a 0. Abri, corrigi o sal e retirei toda a camada superficial de gordura que havia se formado e fatiei a carne. O Cupim desmancha a carne quase se desfaz.


Depois disto, levei ao forno para mais uma etapa de queima de gordura e 15 minutos de forno a 180º são suficientes.


Esta pronta. Mais sequinha menos gordura e ultra - saborosa.


Uma de segunda que virou de primeira.