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1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná

Recebemos o títulos de Master Chef.

Mignon de coelho

Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Aruanã em crosta de aliche e Cream Cheese e bottarga ralada com tempurá de legumes.



Aruanã em crosta de aliche e Cream Cheese e bottarga ralada com tempurá de legumes. Geléia de tamarindo e redução de balsâmico.

O Aruanã é um peixe encontrado nos principais rios da bacia amazônica e alguns do Mato Grosso e Goiás. Pertence à família do Pirarucu, tem o corpo alongado, atingindo cerca de um metro e até 5 Kg. de peso.

É comercializado já filetado e separado em unidades. Carne macia, delicada e magra. Um excelente pescado para empanar, fritar, compor pratos leves e de sabores intensos.

O tempurá de legumes, com brócolis, vagem e tomates. Saborizando e completando o prato a geléia de tamarindo e a bottarga ralada.

O filé foi cortado em diagonal, e mantendo o quilíbrio geométrico das peças.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nhoque de São João. Gnhocchi di San Giovanni



Mês de festas Juninas, panelas sempre no fogão. Em Minas, os fogões a lenha trabalham como nunca. Tradições de brincadeiras, promessas, pedidos aos Santos, quermesses organizadas por manifestações religiosas, acompanhadas de quitutes típicos de cada região como barracas de sorteios, jogos com prêmios, bebidas e típica comida caipira como: milho verde cozido e com uma manteguinha por cima, salsicha ou salsichão assado, espetinhos de queijos, carnes e milho, assados, pamonha de milho verde, vinho quente, quentão, bolinho de mandioca, sonhos, broas de fubá, e por ai vai, numa lista de dar água na boca.

Dai sô veio a idéia de fazê um nhoque de quirera ou canjiquinha de milho. E num é que a coisa teve boa sô!!

Pros cumpadre e pras cumadre ai vaia receita do tar de nhoque de São João.

É facim facim. Ocê pega 02 caneca de chá com quirera (aqui pra nós de Minas é canjiquinha mesmo) e coloca de molho na água pra dá uma amulecica , é só deixar umas 2 horas quetinha lá. Depois leva na boca do fogão com fogo bem baixinho pra cozinha junto com 5 colhe de açúcar. Quando tive bem cozidinha, ocê junta uma latinha de leite condensado, 2 caneca de chá de coco ralado (deixa de sê priguiçoso, rala um coco fresco), 01 caneca de chá de amendoím toradinho bem quebradim também, junta também um vidrim e leite de coco e uma colhe de sopa generosa de manteiga (se fô da roça melhor) e vai dando o ponto igual que nem ocê faz no brigadeiro, inté vê ele desgrudando do fundo da panela.

Dispois de despregado do fundo, tira do fogo e ocê vai coloca num tabuleiro forrado com papel manteiga untado com ela. Derrama essa massa nele e cobre com um daqueles filme plástico pra pode alisar bem essa massa no tabuleiro. Deixa cobertinho assim e coloca na geladeira pra pega corpo.

Dispois de encorpado o nhoque, corta ele em quadradinho igualzinho o tal. da uma rolada nele no açúcar, mais tem de se daquele que os confeitero usa na padaria, um qui parece talco.

Ai ta pronto, coloca no prato o nhoque e derrama o molho que é de frutas vermelhas. Ai ocê termina ponhando um catiquim de queijo Canastra raladim por cima do molho.

Ai ajoelha, reza pra São João e pra otros também da sua devoção pra te protegê, do pecado da gula.

sábado, 4 de junho de 2011

costolette in salsa di limone e miele con polenta piccante



Costolette in salsa di limone e miele con polenta piccante.

Costelinha ao molho de limão e mel com polenta picante.

Preparadas com o mínimo de gordura. Sempre procuro comprar costelinhas mais magras para evitar as tais gorduras. Geralmente prefiro pedaços de no máximo 4 centímetros. Considero mais educado e mais fácil das pessoas tratarem o assunto nos pratos em situações não tanto despojadas.

Se não vierem cortadas pelo açougueiro, e se tiver um cutelo em casa, isto é bem simples. Os ossos são macios e se cortam facilmente.

Feito isto, uma leve passada em suco de limão. Levei a uma panela de revestimento antiaderente, sem óleo. Uma cebola média picada em cubos e 2 dentes grandes de alho bem picados. A própria gordura das costelinhas é suficiente para o processo de fritura.

Após estarem douradas, adicionei o suco de um limão siciliano e meia xícara de mel vermelho de engenho. (os melhores vem do Estado de Alagoas). Adicionei também duas colheres de geléia de pimenta e sal a gosto.

Este cozinento se dá em 45 minutos.

Enquanto isto, em outra panela, 03 xícaras de água fria e 06 colheres de fubá fino. Uma pitada de 03 dedos de sal (uso sempre o grosso), oégano e salsa desidratados. Levei ao fogo baixo por cerca de seis minuitos e depois aumento. É quando o fubá começa a dar liga e encorpar. Neste momento, Adicionei um fio de azeite extra virgem e misturei bastante com um batedor manual (fouet). Adicionei pimenta líquida, uma colher de chá.

O ponto do cozimento das costelinhas é fácil de se perceber. A carme macia, e o molho com um tom acastanhado dourado brilhante e bem incorpado.

Como acompanhamento deste dueto, tomatinhos cereja cortados em 4.

Elementos e ingredientes simples mas que podem ser apresentados com elegância e requinte.

Bom apetite!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sobremesa simples e rápida mas sofisticada e saborosa




Sobremesa simples, rápida e ao mesmo tempo elegante esaborosa. Figios frescos descascados e colocados sobre uma deliciosa calda de caramelo preparada com açúcar demerara.

Um caramelo suave e encorpado e sobre o figo sementes de papoula.

Isto é onde o simples é muito e a sofisticação esta na simplicidade.

Nem sempre as sobremesas tem de ser obras faraônicas ou criações exóticas. Se colocamos em cardápios Frutas da estação como sugestão de sobremesa, então estas devem ser apresentadas como verdadeiras obras de arte da natureza e com toda pompa de referência.

Ser simples não significa falta de cuidado ou trato no preparo.

Menos pode ser mais.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma sobremesa diferente!



Uma sobremesa diferente, figos frescos recheados com queijo brie fundido ao maçarico e mostarda Dijon. Sementes de papoula e completando este pote de prazeres, azeite de oliva extra virgem aromatizado com trufas.

O azeite originário de Grezzana (Verona) Itália.

Combinações perfeitas para a abertura de uma noite agradável e sabores exóticos.



A crosta do brie foi retirada para um mais rápido processo de fundição ao bico da chama e não gerar sabores amargos. O queijo assim se rendeu ao calor e deitou-se sobre o centro do figo. Uma meia ponta de colher de café de mostarda Dijon, foi colocada sobre o brie fundido para realçar os sabores que irão explodir na boca e sementes de papoula salpicadas para constratar e agregar mais um sabor de emoção.



Sobre o figo, foi gotejado um azeite extravírgem de oliva, aromatizado com trufas. Este azeite e de procedência italiana da região de Grezzana - Verona.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Banana picante




Banana , fonte de potássio e outras vitaminas. Banana Ouro, uma das mais saborosas e charmosas. Essa pequena notável as vezes vira um gigante à mesa.

Sempre gostei desta banana, e principalmente dos locais de compra como a estrada de Petrópolis, nas suas curvas, o que faz desta estrada pra mim, mais
bela que as curvas da estrada de Santos. Por que lá não tem banana ouro.

Resolvi fazer uma combinação radical, banana com ervas aromáticas e com um toque picante. Utilizei folhas de orégano e tomilho frescos e alecrim. Entre elas flocos de pimenta dedo de moça secos para dar cor e aquecer a temperatura. Mas ainda faltava algo, o mel e um fio de azeite para dar brilho ao conteúdo.

Surpreendente a explosão de sabores na boca. E no final senpre uma lembrança do alecrim se manifestava no palato.

Fantástica experiê
ncia e conclusão.

Coisas simples, presentes da natureza e que proporcionam visuais de plasticidade e atração gustativa. É provocativa!



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Um coração ardente!



Uma sobremesa simples e do mais alto teor de paixão e harmonia. Esta fruta que a imagem traduz o interior dos sentimentos, passada no açúcar e gratinada ao maçarico, é colocada suavemente sobre uma fatia de queijo Brie, isto tira o fôlego do paladar.

Doce e suave, forte , denso e gentil, fazem do Brie o casal perfeito para este coração. Assim como o Romeu e Julieta estão para a Goiabada e o queijo Minas, estes dois se completam.

O acompanhamento termina com um cálice de Moscato de Pantelleria Naturale. Um vinho doce de sobremesa Italiano D.O.C. da Região de Marsala - Sicilia.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Espaguete de maçã com molho de geleia de damasco e mussarela de bufala.



Espaguete de maçã com molho de geleia de damasco e mussarela de bufala. Extravagâncias da massa obtida com a fermentação de maçã. Usando da versatilidade da massa, desta vez ela deu forma ao espaguete que foi frito e passado em açúcar de confeiteiro e canela.

Completando a excentricidade, um molho preparado com geléia caseira de damasco e mussarela de búfala ralada.

Acredito que dá para imaginar como isto ficou interessante, crocante e desaparecendo na boca. A mussarela de búfala ameniza qualquer possibilidade de açúcar além da conta.

O tempo de fritura é extremamente rápido. Nesta massa, eu adcionei um pouco de cacau em pó só para quebrar a tradicionalidade da cor do espaguete e brincar com a condição de doce.

Apple pie, uma tortinha diferente do tradicional.



Na dinâmica das experiências, esta massa multifuncional surgiu do preparo de uma fermentação a base de maçãs verdes.

Com uma crocância especial, as forminhas receberam um creme de maçã em pedaços e temperado com um mix secreto de uma amiga da nobreza inglesa.

Sobre este creme aos pedaços, queijo Brie e sementes de papoula. Açúcar e canela deram os retoques finais desta singular modificação da tradicional Apple pie.




A fermentação de maçãs é longa e altamente gratificante. Um fermento biológico natural que aromatiza qualquer massa com suavidade, e a massa multifuncional tem uma versatilidade fabulosa. Elástica e estável.

A espessura de abertura gera a dinâmica da criatividade no preparo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tâmaras recheadas




As tâmaras, furutas extremanente saborosas e de história milenar. Consumidas nas regiões da Asia menor, e oriente médio e também no continente Africano, estas frutinhas a pelo menos 6000 anos estão nos hábitos do homem.

A designação do género (Phoenix) é aliás o termo grego para a palmeira-tamareira e está relacionado não com a ave mítica renascida das cinzas mas com a Fenícia donde os gregos pensavam que era originária.

Dactylifera vem da palavra grega dactylos, que significa dedos, embora na antiga língua dos hebreus e sírios dactylifera, já seja o nome dado à tamareira.
Este nome é conhecido desde os tempos de Theophrastus (famoso botânico grego 370-285 DC).

Em árabe, a palavra tâmara significa realmente dedo de luz (douglat nour), lembrando a forma e a transparência luminosa dos frutos da tamareira.

Em árabe, a palavra tâmara significa realmente dedo de luz (douglat nour), lembrando a forma e a transparência luminosa dos frutos da tamareira.

As tâmaras, devido ao alto conteúdo de hidratos de carbono simples e complexos (72%) constituem um alimento muito energético (274 Kcal por 100 gramas de tâmara seca). São ideais para aqueles que precisam de muita energia, como crianças e esportistas.

Falando em esportes, as tâmaras são ricas em potássio (790 mg por 100 g de tâmara seca), cobre (0,24 mg), magnésio (65 mg) y cálcio (59 mg).

Além disso, pelo seu conteúdo em açucares complexos, são metabolizadas pelo organismo de forma demorada. Isto é uma qualidade interessante quando temos que manter um ritmo intenso de esforço físico ou mental por um período longo de tempo (esportes de resistência ou probas de longa duração).

As tâmaras são também ricas em ácido pantoténico o vitamina B5, conhecida pelos seus efeitos tranqüilizantes. Assim, têm quem chame as tâmaras de “doses naturais de anti-estressante” pela capacidade que tem de relaxar e proporcionar uma sensação de bem-estar. Também pode ser interessante comer algumas tâmaras antes de dormir por conter triptófano que estimula a formação de melatonina, que pode contribuir a conciliar o sono e evitar a insônia.

Para quem quizer uma análise mais detalhada das propriedades nutricionais da tâmara, recomendo visitar a página da Nutrition Data (em inglés).

Muitas das virtudes curativas das tâmaras já eram conhecidas e aproveitadas na antiguidade. Hoje em dia essas propriedades tem sido confirmadas e tem se descoberto que grande parte delas se deve à riqueza destes frutos em celulose e frutose.

Ricas em ferro, são aconselhadas para quem padece alterações hepáticas e anemias. Devido ao alto conteúdo de celulose e outra fibras se recomendam nos casos de intestino preso por atuarem como suave laxante.

As tâmaras estimulam o apetite, resultando assim muito benéficas nas aflições intestinais e estomacais associadas à inapetência.
Ricas em vitaminas A, B, C e minerais como cálcio, ferro e potássio. Livres de colesterol são um aliado magnífico na luta contra o câncer.

As tâmaras são eficientes defensoras do organismo frente a gripes, viroses e outras infecções, tanto do aparelho respiratório como urinário.

As tâmaras são chamadas dátiles em espanhol e dates em inglês. Já as tamareiras são Palmeras datileras em espanhol e Palm date em inglês.O teor de umidade e os teores de açucares solúveis dos frutos, quando atingem o estádio final de amadurecimento (Tamar), permitem classificar as tâmaras em três categorias: tâmaras moles, tâmaras semi–secas e tâmaras secas.
O teor de água dos frutos da tamareira pode variar de acordo com o grau de maturação, porém depende também da característica varietal: as tâmaras moles, em estádio tamar, apresentam teor de umidade geralmente superior a 30%; as tâmaras semi-secas entre 20 e 30% e as tâmaras secas menos de 20%.
Independente da variedade, quando a tâmara atinge o final do amadurecimento, mais de ¾ de sua composição é constituída pelos açucares solúveis. Já foi constatado que as tâmaras moles, contém muito pouco ou nenhum açúcar não redutor (sacarose); as tâmaras semi-secas, possuem em torno de 1/4 de açucares não redutores e ¾ de açucares redutores (frutose e glicose); e as tâmaras secas, apresentam aproximadamente 1/3 de açucares não redutores e 2/3 de açúcares redutores.
Fonte: Embrapa.




Estas foram Tâmaras recheadas com musseline dijon, pimeta caiena ceboulet e lasca de tomatinho.

Preparadas e apresentadas em colheres degustação.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um certo almoço dos 8.

Um certo almoço dos 8. Um grupo de amigos que se reune para um papo cabeça e experiências nem tanto ortodóxas.

Experiências de degustação diferenciadas.

Desta feita, três entradas com sabores, temperos e texturas variadas.


Foto - Carlos Baldo

Purê de manga, geléia de beterraba especiarias e temperos frescos. Dentre os quais, Cravo da Índia, Cardamomo, Pistache Iraniano, Alecrim, Salsa, Tomilho e Celolinha francesa.


Foto - Carlos Baldo

Neste outro, Geléia de beterraba, temperada com flor de sal, orqidea de acelga, tomatinho recheado com emulsão de mostarda Dijon, e ervas.



Foto - Carlos Baldo

Prato principal e único para uma terça feira normal de trabalho. Feijão mexicano. Por que mexicano?

Preparado sobre uma base de cebola bem picadinha, tomate verde, alho, lombo de porco em cubinhos, pimenta jalapeño picadinha e um ovo sobre tudo isto. Ervas secas só para perfumar.



Foto - Carlos Baldo

Terminando, uma sopa gelada de manga temperada com pimenta caiena e cebolinha verde. Uma loucura total. Um sabor pra nehum Jose Cuervo se esquecer.

Acho que agradou a todos esta loucura.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Torta - Damasco alla crema pasticcera




Foto Carlos Baldo

Sucesso absoluto esta torta é uma loucura. Preparada com damascos frescos, cerejas e framboesas.

As laterais são suportadas por por biscoitos de amendoas.


Foto - Carlos Baldo

Com três camadas sendo duas de damascos, crema pasticcera e cerejas em pedaços. E uma central de ganache de chocolate.


Foto - Carlos Baldo

Terminando, mais uma de crema pasticcera e raspas de chocolate, damascos cerejas e framboesas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma jóia assassina!

Coisa séria!!


Curiosidades da natureza, o caroço do pêssego pode se tornar algo fatal. O curioso é como uma fruta tão linda, pode ter em seu interior algo tão perigoso??

“Organo-nitritos e Glicosídeos Cianogénicos

A ingestão de compostos tóxicos que requerem bioactivação faz com que os sintomas de envenenamento surjam mais tarde. Os glicosídeos cianogénicos tais como o amigdalósido, encontrado no caroço do pêssego e nas amêndoas amargas são exemplo deste tipo de compostos. A toxicidade dos glicosídeos cianogénicos tem origem na sua hidrólise a nível intestinal com consequente libertação de HCN.

Dois episódios de envenenamento por cianeto ocorreram em crianças que exibiam sinais típicos e sintomatologia de toxicidade por cianeto, duas horas depois de ingerirem uma grande quantidade de amêndoas do caroço de pêssegos. Sete crianças recuperaram e uma morreu pouco depois de socorrida. O segundo episódio envolveu 16 crianças que tinham comido compota preparada com amêndoas. Os sintomas e sinais foram idênticos aos do primeiro grupo mas apareceram 30 minutos após a ingestão. Treze crianças recuperaram, duas morreram pouco após ingestão e uma outra morreu 2 horas depois. As amêndoas do caroço do pêssego contêm substâncias cianogénicas como o amigdalósido que depois de hidrólise liberta HCN. Esta activação normalmente ocorre apenas após a ingestão. No segundo episódio a hidrólise provavelmente ocorreu durante a preparação da compota, explicando-se o pequeno intervalo entre a ingestão e o aparecimento dos sinais de envenenamento. [Lasch Te, El Shawa R; Pediatrics 68 (1): 5-7 (1981) ]

O acetonitrilo, composto encontrado em produtos de remoção de verniz das unhas, requer oxidação por enzimas hepáticas para sofrer bioactivação e libertar gás cianídrico. Têm sido referidos períodos de latência para além de 24 horas antes da morte, após ingestão deste tipo de produtos. Estes solventes acidentalmente ingeridos devem ser prontamente identificados pelos técnicos de saúde para evitar que o diagnóstico do paciente seja dado como livre de perigo, uma vez que os sintomas de toxicidade surgem mais tarde do que aqueles que decorrem da inalação de gás cianídrico ou da ingestão de sais de cianeto.

http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0304/Cianetos/Sintoma.htm”

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Semifredo de frutas vermelhas ao mandarinetto.




Foto - Carlos Baldo

O semifredo é uma sobremesa de origem italiana que, traduzida, vira algo como semi-congelado, algo muito, muito próximo de um sorvete mas que não é sorvete e tem uma textura diferente, capisce?

Este foi preparado com morangos, mamão papaia, melão orange, uvas, cerejas frescas e framboesas. levemente adocicado e perfumado com mandarinetto.

Acima preparei um cone com recheio de cream cheese e açúcar. Sementes de papoula deram o acabamento final desta maravilha italiana.

O mandarinetto é um licor típico da Itália, obtido pela maceração em álcool de cascas de mandarinas. Trata-se de um produto típico de Sicília . Possui um gosto delicado e doce com uma cor inconfundível. Consome-se muito frio ou a temperatura ambiente com o objetivo de poder apreciar seu aroma.


Foto - Carlos Baldo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dia de Reis - Ciambella dei Re Magi - Roscón de Reyes




Foto - Carlos Baldo

Em diversos países, o dia de hoje, 06 de janeiro é considerado o mais importande depois do dia 25 de dezembro, no calendário católico.

A Ciambella dei Re Magi ou Roscón de Reyes
é um pão doce, tradicional que se come neste dia 06 denominado Dia de Reis ou Dia dos Reis Magos.
Também na Espanha e Itália é considerado um dia de troca de presentes, um dia especial após o Natal.

Este pão comido e festejado na Itália , apresentado em forma de ciambellone, ou rosca deve ser acompanhado de uma bela calda de chocolate. Em seu interior, pede a tradição que se coloque uma espécie de amuleto, uma ou duas surpresas. Uma imagem do Menino Jesus, uma moedinha, e uma fava.


Foto - Carlos Baldo

É um dia e hora de se fazer pedidos de boa sorte, sucesso pessoal, sucesso para os amigos, paz e bem, como dis uma amiga que não é Rei mais uma "Rainha".
Ainda pequeno, me lembro da minha avó italiana, preparando as roscas e preparando-as para o forno arrumadas sobre folhas de papel de pão encerado (muito usado na época)!!!!

Tão logo saiam as fornadas e esfriavam, começava a nossa jornada de entrega. Aos amigos, vizinhos mais antigos, todos recebiam aquele presente feito por ela e nós os netos eramos os entregadores, os precussores do "Delivery".


Foto - Carlos Baldo

É hoje sem dúvida um momento de nostalgia, de lembranças doces da infância onde conheciamos todos que moravam na rua, no bairro.....Mais o prazer continua, a vontade de reviver, de poder desejar paz e bem através de um pão preparado com amor e carinho, estes valores nunca passam.


Desta vez, mesmo com os atropelos da vida, ai esta a famosa Ciambella Dei Re Magi ou Roscón De Reyes. (Italiano e Espanhol).


Foto - Carlos Baldo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Salada ao Jerez


Foto Carlos Baldo

Básica, nutritiva, leve refrescante e com sabor intenso.

Alface, nozes, melão orange em noisettes, feijão azuki (ou feijão japonês - rico em proteínas e cálcio), pimenta biquinho sem sementes, lascas de GranaPadano, tomatinhos mini, folhas de hortelã e sementes de papoula e vinagre de Jerez.

Começando o ano bem!!!

Frango Tailandes - Reciclando a decoração.



Foto Carlos Baldo


Não gosto de perder ou nada em se tratando de alimentos. A laranja utilizada para decorar o centro do prato das colheres, foi decorada com Cravos da Índia e Anís Estrelado. O resultado disto é uma laranja com sua polta levemente aromatizada por estas especiarias orientais.


Foto - Carlos Baldo

Não poderia ser diferente. seu final não estava fadado ao lixo como poderiam pressupor. Depois de seu uso como peça decorativa. Foi estraído de seu interior, um suco perfumado que sera utilizado neste outro prato.

Um frango a thailandesa.

Os cortes de frango ficaram marinando por cerca de duas horas neste suco onde também foram colocados, 2 dentes de alho amassados grosseiramente.

Como base, uma cebola média foi picada juntamente com 1/2 pimenta thailandesa, sem as sementes e refogada com sal e um fio de azeite e óleo.

Depois deste tempo, escorridos e levados a fritar para selar. Este caldo da marinada retornou à panela e a tudo foram adicionadas duas batatas médias cortadas em cubetes, uma cenoura média, dois tomates secos(produção própria) cortados em tiras e 1/2 abobrinha italiana também em cubos e terminando, três pimentas biquinho.

Durante cerca de 45 minutos em fogo baixo, estes legumes e o franco estava totalmente pronto para ser colocado num altar como oferenda aos Deuses.

Colheres do Oriente.




Foto Carlos Baldo

Mais algumas amostras das maravilhas e dos sabores que podemos retirar dos alimentos. Esta colheres foram preparadas com creme azedo e a ele agregado, sabores orientais como Kani, Gengibre e filetes de pimenta tailandesa e uma pequena folha de salsa para complementar.

Servidas bem geladas, estas colheres criam um turbilhão de vapores nas papilas gustativas e fazem realmente a boca salivar.

Podem ser variadas com salmão defumado ou salmão fresco também, ou com atum, seguindo a linha do sashimi.

Continuemos ajoelhados!!!!!



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Involtini de file com Mau me Quer de chuchu em crosta de milho


Foto - Carlos Baldo

Antecipando o dia dos namorados, um clássico dos corações apaixonados. A dúvida do Mau me quer, bem me quer, transferida dara pétalas de chuchu que foram gentilmente encapadas com uma crosta de flocos de milho, sementes de gergelim preto e fagulhas de pimenta dedo de moça seca e triturada em pilão.

Ao centro, um belo ninho de finos aros de alho poró onde acomodou-se o envoltine de medalhão de filé em tiras de prosciutto italiano regado com um cítrico molho de tangerina e glucose de milho (Karo).


Foto - Carlos Baldo


A phisalis e o ramo de manjericão completaram a cena e perfumaram o prato. Mais gergelim foi salpicado sobre a flor para realçar o visual.

Um saboroso e leve prato, harmonizado com um Montepulciano d'Abruzzo - Boccatino.

Buon appetito!

domingo, 23 de maio de 2010

Sfogliatine alle fichi, brie, prosciutto e mela verde in salata


Foto - Carlos Baldo

Sfogliatine alle fico, brie, prosciutto e mela verde in salata, mesmo estando no outono, uma saladinha sempre vai bem para manter o rítimo das coisas.

Esta ai, além de ser bem diversificada , trás um mix de sabores e texturas fantástico. A começar pelo Sgogliatine com recheio de figo fresco, queijo brie e prosciutto ibérico e maçã verde. Assado em forno a 220º, a massa filo mantém a crocância e a maciês de seus ocupantes. O queijo brie derrete mas não escapa, acaba por envolver o figo e a maçã verde com o prosciutto.

Por fora, mais 1/2 figo, framboesas, brócolis, tomatinhos, couve-flor e as maravilhosas mini alcachofras, macias e saborosas. Alcaparras constratam com o doce natural das framboesas e o azeite extra virgem é um Pérez Arquero de 0,1%. Temperados com flor de sal é claro.

Simples, mas marcante .

A receita esta no site:

http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/cozinha_gen/ver/1711/sfogliatine-all