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1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná

Recebemos o títulos de Master Chef.

Mignon de coelho

Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Costelinhas gregas



Sempre fui louco por costelinhas e sempre procurando maneiras diferenciadas de seu preparo. Dois belos cortes de costelinhas, com pouca gordura estavam me gritando e pedindo alucinadamente para que eu as levasse dali. E como não resisti, logo as acomodei no meu carrinho de compras.

Mas como prepará-las? E não poderia ter tido inspiração melhor. Sempre o Mediterrâneo presente na minha linha de pensamento. Saí então a preparar o Casamento Grego. Uma marinada grega seria o ideal para que a harmonia de tais ingredientes fossem convidados a enaltecer aquelas belas costelinhas.

Tinha ainda um pouco de Uzo e não iria deixar isto de fora. Aberto o armário das especiarias, a magia começõu a se formar e gerar o aroma que provocava as mais doce das paixões.

Mel, açucar mascavo, pimenta do reino, Uzo, orégano, pimenta caiena, mostarda em pasta e em grãos, vinagre, azeite, alho, gengibre, cebola, anis, melaço de romã ervas especiais e especiarias orientais, tomate em polpa e é claro o principal , o Iogurte grego.

Posso garantir que o Casamento estava completo em todos os sentidos, as costelinhas ali envolvidas por aquela marinada que parecia um presente do Olimpo. Diana se orgulharia se o porco tivesse sido caçado, Zeus me olhava avido para degustar. Selados em saco plástico, tiveram sua lua de mel bem refrescante na geladeira, por 18 e sempre promovendo o tombamento ( virando o saco para movimentar a marinada.

Terminado este prazo, as costelinha foram acondicionadas em uma assadeira forrada com papel manteiga e levadas ao forno cobertas por um papel alumínio por cerca de 30 minutos. Após este tempo, retirei o papel e deixei permanecerem ali por mais 20 minutos para qua a cor se fixa-se.

Paralelamente preparei batatas em quartos , cozidas em aguá salgada e depois escorridas. Cebolinnha picada e bastante azeite de oliva extra-virgem completaram o trabalho e flocos de pimenta dedo de moça, desidratado e finamente picados foram pulverizados sobre as batatas.

O resultado foi este ai que apresento. Costelinhas gregas, que de olhos fechados poderiam te levar até Σαντορίνη.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Espuma de atum



Espuma de atum com veludo de abobora semente de papoula e tomatinho sweetgrape com flor de sal.

Momentos em que a técnica requer mais do feiticeiro. Não é magia, nem feitiço. A ideia era produzir algo tão aerado que ao fazer contato com a lingua pudesse desaparecer de forma não convencional.

Com textura agradável, sabor marcante e que proporcionasse um visual mais intrigante. A insustentável leveza do ser se materializou meste bocado.

O creme de veludo foi preparado com abóbora e deu sustentação ao cabochon de sweetgrape.

Sementes de papoula sempre dão um toque de requinte e um sabor único. A apoteose dos sabores ficou a cargo dos cristais de flor de sal.

Acompanhando esta arquitetura, usei uma J.P. Chenet - Blanc de Blancs - Brut.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Feno Grego



Nativo da Índia e da Ásia Menor, desde a Antigüidade popular como especiaria, erva medicinal e tempero, o feno-grego, ou trigonela, hoje é cultivado em quase toda a Bacia do Mediterrâneo, na Índia, no Paquistão, no Marrocos e na Argentina. Seu nome em latim, foenum-graecum, significa “feno-grego”; já o nome trigonela faz referência à forma triangular de sua flor amarelo-pálida. Seus grãos eram usados picados pelos gípcios, no ungüento que reparavam para embalsamar os mortos. Foi cultivado como planta forrageira pelos romanos e. mil anos depois, usado nos jardins imperiais de Carlos Magno. Os grãos amarelo-marrons lisos e duros são atravessados por um sulco; parecem pedrinhas pequeninas de 3 a 5 mm. O perfume condimentado que a planta exala só é sentido nos grãos se estes forem torrados antes de moer. O feno-grego já em pó, vendido no comércio, não é tão bom; o melhor é moer na hora os grãos. Na Índia, onde o seu uso é muito freqüente, os grãos, depois de tostados, são usados no cozimento de legumes ricos e feculentos, passando um leve sabor amargo e um cheiro pronunciado.

Grãos germinados podem ser comidos como salada. Para fazer o cemen, especialidade usada na culinária dos povos que habitam a Capadócia. mistura-se feno-grego moído na hora com pimentões vermelhos e alho.

Algumas curiosidades sobre este tempero: Foram os antigos gregos que acharam por acaso uma semente curativa no monte de feno. Conta a história que os agricultores gregos, na esperança de tornar seu feno, embolorado e rançoso, mais palatável para seus cavalos, temperavam a coisa com punhados de uma plantinha verde que tinha cheiro de aipo. Os animais doentes, principalmente aqueles com estômagos inflamados e intestinos irritados, logo mostravam sinais de estarem melhores e passavam a ter bom apetite. Espalhou-se que aquela mistura de plantas era a melhor maneira de levar uma vaca ou cavalo ao feno e fazer com que comessem.
Logo, a mistura de feno veio a ser chamada Greek hay, que quer dizer feno grego, que mais tarde ficou consagrado o nome: feno grego (fenugreek).
Não levou muito tempo para que os doutores começassem a separar a planta para descobrir o que a fazia tão atraente. Quando retiraram as sementes carnudas da planta de sua vagem estreita e as mergulharam na água, as sementes se tornaram pegajosas e grudentas. Talvez, pensaram os doutores, essas sementes façam a mesma coisa quando atingem o estômago e talvez, só talvez, devam suavizar e curar os tecidos inflamados.
Nada de talvez. As sementes do feno grego fazem exatamente isso e muito mais. De fato, as pesquisas posteriores demonstraram que essa sementinha tem alguns dos usos mais diversos sobre a face da terra.
Um dos principais usos do feno grego é como limpador eficiente da zona de excreção. Essa zona inclui os sínus, os pulmões, os rins e os intestinos.
Muitas doenças agudas e crônicas são agravadas por uma zona excretora obstruída. Doenças relativas a problemas respiratórios (tal como a bronquite crônica), além da diverticulite e da prisão de ventre, foram relacionadas com uma ou mais dessas áreas obstruídas pelo muco tóxico e pesado.
O muco pode não parecer nada demais, mas é. As pessoas que ingerem muitos laticínios, açúcar, alimentos processados e farináceos, estão sem querer construindo um santuário para o Rei Muco. O muco pode ir se formando durante anos e não é sempre eliminado pela tosse. Ele se estabelece nas várias regiões da zona de excreção e é um campo favorável para as infecções.
Os antibióticos podem matar a infecção, mas geralmente não fazem nada para eliminar o problema principal: o muco. É aí que o feno grego atua. Essa planta, não apenas trabalha para desalojar o muco tóxico, como também deixa uma camada suavizante de alívio nas áreas inflamadas. Além disso, o feno grego limpa todas as áreas da zona eliminatória, principalmente os rins. A dose normal para descarregar o muco é de uma cápsula 3 vezes ao dia, ou de 1 a 3 xícaras diárias do chá, fervendo lentamente duas colheres (chá) das sementes em 10 xícaras de água distilada por 10 minutos. Pode-se adicionar mel (açúcar não!) para adoçar a mistura. Algumas pessoas preferem não coar as sementes do chá, mastigando-as e engolindo-as. Quando as sementes estiveram embebidas até ficarem bem macias, isso deve ajudar na descarga de mais muco.
Uma coisa importante de se mencionar é que, se vocês decidirem usar o feno grego para livrar seu corpo do muco, tornem sua vida e o trabalho dele bem mais fácil deixando de lado os laticínios, os farináceos, o açúcar e outros alimentos que convidam o muco.
Essas sementes podem fazer muito mais. Pesquisas recentes levaram à conclusão de que o feno grego tem um elevado grau de proteína, lecitina, vitaminas A, B e C, minerais (principalmente ferro e cálcio), além de vários aminoácidos, que incluem lisina, tryptophan, leucina, histidina, e arginina. Possuem também a recém-descoberta capacidade de reduzir a glucose do sangue e baixar os níveis de colestorol. Isso foi descoberto quando cachorros híbridos da cidade francesa de Villemois-son-sur-Orge, tiveram incluídas em sua ração padrão, sementes de feno grego, durante oito meses. Os exames de sangue demonstraram que as sementes de feno grego contribuíram exclusivamente para baixar o açúcar e o colesterol do sangue dos cachorros. Os cientistas agora sabem onde empregar a semente certa. Eles propuseram que uma quantidade de 2 a 3 comprimidos de feno grego, tomados quando se ingere comidas gordurosas, podem ajudar a dissolver e eliminar essa gordura.

Além disso em Curitiba, na famosa clínica Oásis de naturopatia dos Adventistas vegetarianos, tem havido curas incríveis de câncer, em especial câncer de mama, usando fenogrego, também em emplastros curativos.
Outro importante uso do feno grego é como auxiliar hormonal. Isso cobre um grande território para as mulheres, mas os homens também podem se beneficiar. Por exemplo, na China o feno grego é dado a homens que sofrem de impotência. Não faz mal que a planta seja conhecida na Ásia e no Oriente Médio como afrodisíaco. Se vai ou não funcionar, depende completamente da química de cada um, mas o feno grego já demonstrou que “aquece” os órgãos reprodutores de homens e mulheres, o que faz dele uma interessante sementinha para ser estudada.
No entanto, antes que qualquer mulher plante essa sementinha em sua boca, ela precisa saber que o feno grego pode também ajudar a plantar uma semente em seu ventre. Sabem, a erva contém uma substância química chamada diosgenina, que é semelhante ao hormônio sexual estrógeno. Ora, isso tem efeitos variados em diferentes mulheres. Para algumas, o feno grego traz um período menstrual mais rápido do que um minuto em Nova York. Para outras, transforma seus órgãos reprodutores em um Campo de Fertilidade. Mulheres que amamentam também descobriram que o feno grego aumenta o leite materno, principalmente em mulheres de seios pequenos. Obviamente, mais pesquisas precisam ser feitas para que os herboristas possam chegar a um julgamento firme sobre os efeitos da planta no organismo feminino. Porém, uma coisa sobre a qual todos os herboristas concordam, é que como o feno grego estimula o útero, mulheres grávidas não devem absolutamente tomar esta erva.
Se você estiver passando pela menopausa, o feno grego pode ser um de seus melhores amigos herbáceos. Em primeiro lugar, é uma fonte natural de cálcio e ferro – dois importantes minerais que as mulheres necessitam. Ele também já demonstrou que diminui os calores e tem efeito sobre a depressão da menopausa. Tomado uma ou duas vezes por dia, o feno grego pode ser o chá que consegue equilibrar o açúcar do sangue, nutrir as glândulas e talvez até aumentar sua libido.
Além do fato de que as mulheres grávidas não devem ingerir o feno grego, existe um outro cuidado menor. Algumas pessoas que tomam a erva por mais de 10 dias seguidos, começam a ter um odor semelhante ao de aipo velho. Isso pode não ser problema para vocês, mas considerem o seguinte: vocês querem mesmo que as pessoas os associem com aipo velho? Se a resposta for não, tentem diminuir a ingestão do feno grego para 8 ou 9 dias, com 5 a 7 dias de intervalo. Isso permitirá que seu corpo elimine a parte da erva de que não precisar.
Obviamente, essa pequena semente tem mil e uma utilidades. Aqueles gregos antigos não tinham idéia de onde chegariam, quando misturaram feno grego ao alimento de seus animais. Mas, séculos mais tarde, ele se tornou uma forragem que dá o que pensar.

Fonte: http://www.culinariaindian​a.com.br/feno_grego.html