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1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná

Recebemos o títulos de Master Chef.

Mignon de coelho

Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.

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sábado, 7 de julho de 2012

Creme Du Barry




Creme Du Barry é um clássico francês que data do Século XVIII. É uma sopa cremosa e muito rápida de ser preparada. E como todo prato francês tem sua picância amorosa, este não seria diferente.

Luis XV

Recebeu o nome em homenagem à uma das amantes de Luiz XV, que subiu ao trono em 1717 era bisneto de Luiz XIV e concluiu o Tratado da Triplice Aliança - França, Holanda e Grã Bretanha, reinou até (1774). Madame Du Barry, o nome de reconhecimento na corte era uma doce menina de nome Jeanne Bécu, origem simples e foi apresentada ao Rei aos seus 19 anos , Ficou apaixonado e deu a ela o Título de nobreza para que pudesse ser sua amante oficial. Isto mesmo, neste período era necessário ter título de nobreza para ser amante.

Madame Du Barry

Ingredientes:

Um buque de couve flor;
Duas batatas inglesas médias;
Meio litro de leite;
Meio litro de creme de leite
Meio litro de caldo de galinha
Cinquenta gramas de manteiga
Sal e pimenta do reino branca para temperar

Lave a couve flor em água corrente, depois corte os buques e coloque de molho em água com sanitizante por 20 minutos. (Uma colher de sopa de sanitizante para cada litro d'água). Lave novamente em água filtrada e cozinhe junto com as batatas, no leite. Os talos da couve flor também podem ser utilizados.

Descasque as batatas e corte em rodelas uniformes, Coloque o leite para esquentar e adicione as batatas em rodelas, cozinhe por cerca de 20 minutos até o ponte de poder serem dissolvidas. Cuidado para não deixar o leite ferver. Use bogo brando ou baixo, não conheço seu fogão. Teste com um palito, assim não tem erro.

Atingindo este ponto de cozimento, incorpore o caldo de galinha o sal e a pimenta do reino e a manteiga.
Caso você não disponha de um MIX, pode ser utilizado o liquidificador. Lembrando sempre condições de segurança. Líquidos quentes quando são processados no liquidificador tendem a expandir, podem explodir, respingar e causar queimaduras graves. Então processe quantidades menores.

O Creme Du Barry é servido com croutons, salsinha fresca ou outra erva aromática de finalização. Eu utilizei manjericão fresco colhido na hora. Ceboulete picadinha ou cerefólio também fica muito bem apresentada.

Um prato francês, inspirado na amante do Rei, de pele alva e perfumada. A perfeita tela francesa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Reminiscências do bom paladar da infância e da vida.


Lembrar da infância, das coisas boas da vida, dos cheiros e dos gostos, de tudo que experimentamos é quase impossível. Isto mesmo. Quase.

Mas existem coisas que sempre ficam guardadas, mesmo que fragmentadas no nosso inconsciente.

E uma destas passagens de experimentação é sem dúvida uma das inúmeras combinações feitas pelas nossas avós a beira do fogão.

Sopas há quem as odeie, mas também há quem as ame. E eu sou um destes, que amo. O preparo dos brodos ou caldos de vegetais é um destes detalhes do paladar que não da pára se esquecer.

Bastavam o tempo esfriar um pouco, o vento sacudir as galhas da jabuticabeira, à porta do terreiro ou ainda do abacateiro gigante no quintal, que lá estava ela, com seu avental e bacia faca e legumes e vegetais a preparar uma bela sopa.

Da Calábria, e que ninguém a contrariasse, la zuppa (a sopa) sempre um sucesso. A cada vendaval um sabor diferente nos levava pelos sabores da vida.

Vagens, brócolis, couves, tomates, feijões, cebola, cenoura, abóbora, batata, aipo, toucinho ou mesmo um caldo de galinha ou de carne, figuras quase sempre presentes, dali o mais belo minestrone sempre podiamos esperar. E até um suave consomê.

De letrinha, estrelinha, Ave Maria ou Pai Nosso, rigatone ou espaguete. Seja lá qual for sempre terei na memória o paladar do prazer de uma sopa preparada por ela Maestra a reger dois fogões ao mesmo tempo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Coisas de cozinha moderna! Marketing para Chef's SN.




Coisas de cozinha moderna!! Marketing para Chef's SN.

O causo é verdadeiro, não é coisa de mineiro que quer somente matar o tempo de um dedinho de prosa. O fato sucedeu lá nos anos 60 e alguma coisa. Minha tia recém casada, e que de cozinha não fazia nada casou-se. Passar o café era coisa básica, isto lá ela sabia. Mas no fogão um tremendo valão, separava a vontade de agradar ao marido e a realidade do saber fazer.

Para tristeza da minha avó, italiana de forno e fogão de terra calabresa, se penitenciava com a tal falta de preparo. E olha que na época, era obrigação da moça ter as tais prendas domésticas encabeçando o currículo e a apresentação na sociedade.

Mas também já era a frente das amigas, não queria só esperar o pretendente a bater à porta, trabalhava fora e ganhava seu salário. Modernidades já da tal igualdade das mulheres e da revolução feminina. Mas a cozinha, esta coitada, continuava a ser a última das aptidões por ela almejada. Bordava com perfeição, trabalhos manuais eram seu forte.

Mas pra se viver temos de nos alimentar. E disto faz parte o café da manhã, o almoço e o jantar.

Saiu ao trabalho o marido e neste tempo, a idéia de preparar-lhe uma sopa para o jantar tornou-se o desafio do dia.

Mas nas páginas de O cruzeiro, Cláudia, Jornal das Moças, Manchete, sempre traziam imagens revolucionárias e informações de mudar a vida de qualquer uma destas moçoilas da década.

Uma caixinha mágica trazia a solução de todos os problemas da nova e moderna dona de casa. Na cozinha, o que iria fazer sucesso não era tão somente a geladeira Frigidere, nem tão pouco o fogão elétrico de três bocas da Gardini, isto mesmo o avô dos Cooktop. A vantagem deste é que não explodia, não quebrava vidro e não dava defeito. Carcaça de esmate, isto que era fogão!!!



Mas voltando a tal caixinha mágica, nos deparamos com a "sopa" "Basta um cubinho para ter a mais deliciosa sopa preparada com caldo de galinha Knnor"



"Knorr é melhor. Seus pós “mágicos”, que misturados à água se transformam em caldos e sopas nutritivas, chegaram ao País quando ainda se preparava cada refeição partindo do zero. Fisgar as rainhas do lar não foi tarefa fácil. Hoje, a trajetória da marca é um retrato das transformações que, ao longo do século XX, resultaram em novos modos de comer. Descubra aqui como Knorr pôs a tradição da cozinha brasileira em pacotes."

E ai não deu outra. Lá se foi minha tia para a cozinha disposta a fazer a tal mágica. Avental, panela água, fósforos FiatLUX e colher de pau. E é claro uma caixa de caldo de galinha Knnor.

Água na panela, um cubinho, fogo aceso, e a colher de pau se tornando a varinha do futuro Harry Potter.

O silêncio e concentração ali permaneceram por minutos a espera do momento mágico. E um quarto de hora se passou, a colher sem parar em movimentos circulares continuava seu trajeto no infinito.

E mais um quarto de hora se passou e a persistêcia da magia era o desejo maior. E mais um quarto, e mais alguns quartos de hora se passaram , e mais água era adicionada à panela, e mais cubinhos esperando a formação da tal sopa.

Até que ao fim de horas, um grito de desespero chega aos ouvidos da minha avó. A suplica era neste teor:
_"Mãe, estou a horas no fogão fazendo uma sopa para quando o Oswando chegar e a sopa não aparece!".......

E apartir deste momento trava-se o diálogo:

Minha avó, estarrecida pergunta:
_"Como assim a sopa não aparece? "
_"Eu coloquei a água na panela e o cubo de caldo de galinha. E fiquei mexendo. Como não aparecia nada, fuuuuuuui colocando mais cubinhos e não adiantou. A Sopa não aparece"

A realção e espanto e de comicidade percebida pela vovó foi a melhor.

Da pra imaginar que belo caldo concentrado foi preparado. Uma caixa de cubinhos em água. Onde foram as galinhas???????

Resultado, minha avó foi para a cozinha colocou mais uma pitada de ingredientes em seu caldeirão e fez o convite:

_"Venham jantar aqui".

Respondendo a questão do título do post, Chef's SN significa Chef's SEM NOÇÃO.

domingo, 23 de maio de 2010

Sopa creme de verdes e outras


Foto - Carlos Baldo

Para esquentar....... Uma sopinha creme com mandioca, creme de bertalha (ou couve indiana), vagens francesas e cenoura. O quadrado de gorgonzola e o manjerição finalizam e abrem o paladar na primeira colherada.

A bertalha (ou couve indiana, uma prima do espinafre) deve ser escaldada antes de ser triturada e passada pelo chinoi. As vagens foram previamente cozidas. E a cenoura cortada em brunoise.

Uma sopinha que da conforto ao estômago e faz reunir amigos ao seu redor. Pode ser acompanhada por torradinhas de pão sírio com uma leve pasta de alho.

Divirta-se.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Creme de abóbora com tapenade de azeitonas pretas ao gorgonzola e flor de figo com presunto ibérico


Foto - Carlos Baldo

Creme de abóbora com rio de tapenade de azeitonas pretas e queijo gorgonzola. A flor é um belo figo fresco envolto em pétalas de presunto ibérico. Esta flor foi levada ao forno baixo por cerca de 30 minutos, regada em azeite extra-virgem. Flocos de flor de sal foram delicadamente salpicados sobre o figo, não muito pois o presunto completa o valor do sal.

Salve o outono que prenuncia o inverno e faz nosso espírito criativo desenvolver este lado alquimista da cozinha.

Cor, sabor, texturas, combinações diferentes e marcantes.

Completando, um bom vinho faz o paladar viajar por terras distantes.

Sopa creme de erva-doce com alcachofra


Foto - Carlos Baldo


Momentos de criação em noite de outono. O cheiro da erva-doce fresca é incomparável.  Faz-me lembrar de cheiro de infância, bolo de vó, biscoito, chá, e muito mais... Numa sopa poderia ficar parecendo muito adocicado, mas o que manda é a quebra tênue dos temperos agregados.

O tomate só empresta o sabor, a cor se dissipa, a cebola no refogado, ajuda a encorpar, o creme de leite aveluda o creme e as sementinhas de mostarda além de marcar presença, faz bem ao coração. 

E falando de coração, o saboroso coração que brota do interior das alcachofras faz deste dueto, um prazer inusitado. 

Suave creme que inunda o palato e revigora a alma em noite fria de outono. Até parece citação de algum poema ou romance famoso, mas é só um simples estado de espírito gourmet. 

sábado, 17 de outubro de 2009

Sopa creme de abóbora gerimum e erva doce

Não é o sol, nem uma das luas de júpter, tão pouco um ovo caipira gigante frito. Aproveitando esta primavera de chuvas e relâmpagos, e uma preguiça típica de véspera de final de semana, surgiu esta que vos apresento: uma sopa cremosa de abóbora gerimum, erva doce e creme de leite.

Foto - Carlos Baldo

400 g de abóbora gerimum, cortada em cubos eu refoguei com dois dentes de alho uma cebola pequena cortada em rodelas largas e um talo grande de erva doce. Depois de refogado e cozido, foram processados e passados em uma peneira. A erva doce tem muitas fibras e não fica muito agradável à degustação.

Após este procedimento, levei a fervura. Iniciando a fervura, apaguei o fogo e acrescentai o creme de leite (200 ml). Uma misturada rápida e esta pronto para ser servida. Paralelamente a isto, aferventei alguns talinhos de erva doce só para decorar os pratos no momento de servir. Salpiquei salsa picadinha para dar expressão ao prato.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sopa creme de abóbora com queijo


Nesta época de frio, nada melhor que uma sopa mais consisten-te. Este é um creme aveludado de abóbora de pescoço com creme de leite fresco. Com uma generosa porção de queijo golda ralado e mangericão.

Acho que dá até pra sentir o aroma.


Cicou muito boa.