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1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná

Recebemos o títulos de Master Chef.

Mignon de coelho

Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Reminiscências do bom paladar da infância e da vida.


Lembrar da infância, das coisas boas da vida, dos cheiros e dos gostos, de tudo que experimentamos é quase impossível. Isto mesmo. Quase.

Mas existem coisas que sempre ficam guardadas, mesmo que fragmentadas no nosso inconsciente.

E uma destas passagens de experimentação é sem dúvida uma das inúmeras combinações feitas pelas nossas avós a beira do fogão.

Sopas há quem as odeie, mas também há quem as ame. E eu sou um destes, que amo. O preparo dos brodos ou caldos de vegetais é um destes detalhes do paladar que não da pára se esquecer.

Bastavam o tempo esfriar um pouco, o vento sacudir as galhas da jabuticabeira, à porta do terreiro ou ainda do abacateiro gigante no quintal, que lá estava ela, com seu avental e bacia faca e legumes e vegetais a preparar uma bela sopa.

Da Calábria, e que ninguém a contrariasse, la zuppa (a sopa) sempre um sucesso. A cada vendaval um sabor diferente nos levava pelos sabores da vida.

Vagens, brócolis, couves, tomates, feijões, cebola, cenoura, abóbora, batata, aipo, toucinho ou mesmo um caldo de galinha ou de carne, figuras quase sempre presentes, dali o mais belo minestrone sempre podiamos esperar. E até um suave consomê.

De letrinha, estrelinha, Ave Maria ou Pai Nosso, rigatone ou espaguete. Seja lá qual for sempre terei na memória o paladar do prazer de uma sopa preparada por ela Maestra a reger dois fogões ao mesmo tempo.

domingo, 7 de agosto de 2011

Frigideira Mexicana



Linguiça de lombo, pernil em tiras, bacon em cubos, cenoura, vagem, brócolis, jalapenõ, dedo de moça e caiena, banana prata cortada em navetes ( cortes em diagonal), cebola e alho amassado. E azeite de oliva.

Um prato rápido e ultra saboroso para uma situação de emergência.

O pernil cortado em tirinhas de cerca de 0,5 cm é para dar agilidade ao cozimento. REfoguei uma cebola pequena bem picada e logo a seguir acrescentei o alho amassado. Adicionei os cubos de bacon e a fritura continuou. Cuidando para que o lho não queimasse. No ponto, adicionei as tiras de pernil e deixei até que adquirissem uma cor dourada.

Nesta etapa de cocção, agregei as linguiças e deixei que ficassem firmes no calor.


DEpois de douradas também as linguiças, abaixei o fogo e fui adicionando os demais ingredientes. O jalapenõ, a dedo de moça e a caiena para saborizar e aromatizar o prato. As cenouras e as vagens entraram e só na fase de finalização foram adicionados os brócolis (que já estavam pré- cozidos e as bananas.

Três minutos a mais e fim, a Frigideira Mexicana esta pronta.

Sabor, perfume, texturas e proteinas e fibras em estado de supremacia. Regados a um bom azeite de oliva, só servir e bom apetite.

Repetindo o Chef, arriba..arriba...arriba...​mucho gusto companheiro.....

terça-feira, 26 de julho de 2011

Aruanã em crosta de aliche e Cream Cheese e bottarga ralada com tempurá de legumes.



Aruanã em crosta de aliche e Cream Cheese e bottarga ralada com tempurá de legumes. Geléia de tamarindo e redução de balsâmico.

O Aruanã é um peixe encontrado nos principais rios da bacia amazônica e alguns do Mato Grosso e Goiás. Pertence à família do Pirarucu, tem o corpo alongado, atingindo cerca de um metro e até 5 Kg. de peso.

É comercializado já filetado e separado em unidades. Carne macia, delicada e magra. Um excelente pescado para empanar, fritar, compor pratos leves e de sabores intensos.

O tempurá de legumes, com brócolis, vagem e tomates. Saborizando e completando o prato a geléia de tamarindo e a bottarga ralada.

O filé foi cortado em diagonal, e mantendo o quilíbrio geométrico das peças.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Coelho provençal com legumes glaçados, arroz com nozes e molho de estragão.



Coelho provençal com legumes glaçados, arroz com nozes e molho de estragão. Uma unidade de coelho com cerca de 1,500 grs depois de limpo registrou peso útil de 1,200 grs. A limpeza é fundamental.

Depois de limpo, foi cortado de forma tradicional, as paletas, os dois permis, o lombo, pescoço. Colocados a marinar por 24 horas. em vinha'dalhos com metade de vinho branco e metade de tinto. Normalmente se prepara só com o vinho branco. Mas preferi inovar nesta receita.

Retirado desta marinada, foi levado ao fogo baixo parq que o cozimento fosse perfeito. Os legumes, cenouras, e brócolis foram pré cozidos. Os rabanetes e os champignhons não para manter as texturas.

O arroz branco, tradicional e sómente regado ao azeite e com uma coroa de nozes.

O molho de estragão preparado com creme de leite fresco, estragão fresco e flor de sal e queijo emental fundido.

Os legumes glaceados com açúcar mascavo, vinagre de Jerez. Ervas, escolhi o tomilho fresco para perfumar o prato e movimentar e dar leveza na montagem.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Polvo grelhado com envelope de abadejo, Porto Belo e passas ao vinho.


Foto - Carlos Baldo

Não é o Paul, mas um primo distante que acabou por cair em redes fatais. Cozido e grelhado, este tentáculo ficou fabuloso.

Preparei um envelope de abadejo e temperei somente com flor de sal e adicionei sementes de mostarda negra no interior deste. Empanei e fritei.

O Porto Belo foi igualmente grelhado em azeite, com as rodelas de cenoura já cozidas mas aldente. Já as passas, estas ficaram em infusão em vinho branco, e depois foram adicionadas em um molho preparado com o cozimento de legumes (salsão como base e ervas frescas). Deixei reduzir a 1/3 para acrescentar as passas.

Na montagem, o envelope ficou apoiado no confortável Porto Belo e o tentáculo disposto sobre ele.


Foto - Carlos Baldo

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Involtini de file com Mau me Quer de chuchu em crosta de milho


Foto - Carlos Baldo

Antecipando o dia dos namorados, um clássico dos corações apaixonados. A dúvida do Mau me quer, bem me quer, transferida dara pétalas de chuchu que foram gentilmente encapadas com uma crosta de flocos de milho, sementes de gergelim preto e fagulhas de pimenta dedo de moça seca e triturada em pilão.

Ao centro, um belo ninho de finos aros de alho poró onde acomodou-se o envoltine de medalhão de filé em tiras de prosciutto italiano regado com um cítrico molho de tangerina e glucose de milho (Karo).


Foto - Carlos Baldo


A phisalis e o ramo de manjericão completaram a cena e perfumaram o prato. Mais gergelim foi salpicado sobre a flor para realçar o visual.

Um saboroso e leve prato, harmonizado com um Montepulciano d'Abruzzo - Boccatino.

Buon appetito!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tagliatelle al nero di seppia con gamberi


Foto - Carlos Baldo

Prazer! Trabalhar o grão e transformar em pasta. amalgamar a semola, o sal, o ovo e obter uma pasta aveludada, lisa e macia. Aqui negra e brilhante pelo Nero di Seppia e azeite de oliva. Uma cor que agita nosso erstômago, atiça nosso paladar.


Foto - Carlos Baldo

Textura de veludo, elasticidade e brilho. Depois de aberta, a secar e cortada como tagliatelle, a magia do grão se revela pronta para o preparo final.


Foto - Carlos Baldo

Em água salgada e fervente, serpenteia a pasta, não em agonia, mas em prazer transformado. Se encorpa e revigora para no prato se apresentar.


Foto - Carlos Baldo

Recebe então seus coadjuvantes não tão menos importantes; os camarões, as ervilhas frescas, os tubetes de cenoura, as flores de brócolis, o tomatinho, e o gengibre laminado. Tudo isto, refogado e salteado em azeite extravirgem de oliva. As lascas de GranaPadano entram finalizando o prato e convidando a degustar.


Foto - Carlos baldo

É finito. Buon appetito per tutti!!

Saltimbocca alla romana com legumes glaceados em mel de engenho


Foto- Carlos Baldo

Esta é a verdadeira simplicidade de um prato clássico, fantástico e muitissimo saboroso. O famoso Saltimbocca alla romana. Pequenos files espalmados e temperados levemente com flor de sal, uma bela fatia de prosciutto di Parma e uma tenra folha de salvia, tudo isto, unidos por um palito e grelhados em azeite de oliva.

Estes ai preparei com legumes glaceados em mel de engenho, uma maravilha das terras das Alagoas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Onde está o Salmão????

Acredito que o salmão deva ser um dos peixes mais versáteis que temos a disposição.
Foto - Carlos Baldo
Desta vez preparei um assado, sem muito preparo. Como destas vezes em que abrimos a geladeira e olhamos na dispensa e vamos lançando mão do que nos vem à frente.

Cenouras, tomates, cebola, batatas, azeitonas e temperos frescos, salsa, cebolinha, manjericão, alecrim e tomilho. Sal grosso, um pouco de manteiga e muito azeite de oliva extra virgem.
As batatas e as cenouras, dei uma pré-cozida, já que o salmão é muito macio e seu tempo de cocção muito rápido.
Depois de envicerado, fiz um buquê de ervas e manteiga e depositei no seu interior.
Este ai tinha 01 kg e 400grs. Em 50 minutos e forno a 170º estava no ponto. A cama de cebola e tomates ajuda no processo de cozimento no forno e evita que o peixe grude na assadeira.
Simples, prático e faz muito bem para a saúde.

domingo, 6 de setembro de 2009

Bem BUTECO - Light com algo mais

É falar em Buteco para se pensar em algum bolinho para apritivo. Estes ai, surgiram de outra exeriência positiva.
Foto - Carlos Baldo
Para algumas pessoas, ingredientes que usamos parcialmente e sem saber o que fazer, acabam que vão parar no lixo. Um grande desperdício.

Não se trata de ser pão-duro, ou qualquer outra denominação de mesquinharia culinária. Gosto de experimentar com estas quebras das receitas e dos ingredientes.

Para fazer a farofa de Couve Flor, só utilizei as extremidades dos buques de uma flor de quase 800 gramas. Retirado o que era para a farofa, um resíduo de aproximadamente 660 gramas estavam na minha frente. E o que fazer?

Alternativas: Sopa, creme ou salada. Bem esperado como resultado. Mas não era esse o meu objetivo.

Ralei estes talos em ralo medio para obter uma massa soltinha e assemelhada a de um coco ralado. O incoveniente da couve flor é o odor, forte e assemelhado ao do repolho, o que não é muito agradável. Mas com um pequeno truques tiramos isso de letra. Escaldamos esta quantidade em água fervendo por 15 segundos, com uma colher das de chá, com bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de sal. Tiramos imediatamente desta solução e branqueamos em água bem gelada. Pronto.

Apartir daí a massa esta quase pronta. Crescentei alguns temperos e camarões 7barbas ou camarão para molho. Junte a massa, 03 colheres de farinha de trigo peneirada, uma colher das de sobremesa(rasa) de fermento em pó Royal, e um ovo médio para dar liga. Acrescente mais uma pitada de sal. Cheiro verde bem picadinho também vai muito bem. Nestes coloquei também erva doce fresca.

Dica: alho é imprescindível e sementes de aipo também cairam muito bem.

Preparei os bolinhos em forma de quineles, pasei em ovo batido e rolei em farinha para empanar.

Frite em óleo quente, até dourar. Retire e escorra em papel toalha. Sirva imediatamente.

É um resultado fantástico, massa leve, sem o odor de couve flor, e o sabor também fica muito suave. É um tira-gosto nota 10.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Farofa de couve flor

Algumas coisas fazem com que busque-mos insistente-mente a resposta para que possamos acertar.

Foto - Carlos Baldo

Eu já havia visto uma fotografia de um prato que não tinha nome e nem referência. Mais era tão interessante que não me dei por vencido.
Tentei fazer algumas experiências mais sempre faltava algo ou passava do ponto que eu queria ou pelo menos desejava que fosse o ideal.
Chegar até a textura exata, não deixar com que o alimento se tranforme por completo e se pareça com algo extremamente desagradável no visual e suspeito ao paladar, isto é experimentar na gastronomia.
Enfim, encontrei as informa-ções necessá-rias para transfor-mar um volumoso buque de Couve flor em uma fina e soltinha farofa.

Foto - Carlos Baldo

O grande problema é que a couve flor é basicamente 95% água e 5% de fibra. Transformar 95% de água em matéria sólida era o meu problema.
A resposta veio da Espanha, mais precisamente do grande mestre Ferran Adrià. Para aqueles que acham que detalhes na cozinha são ....... estão muito enganados. Segundos fazem toda a diferença na preparação de um prato. E neste caso não seria diferente. Estou me referindo ao tempo de cocção e forma de fazê-lo. Sabido e aprendido o toque do Chef, consegui a matéria básica para a farofa, um granulado suave, sequinho e sem o odor acentuado da couve flor.
Esta ai foi a primeira a ser testada.
Servi juntamente com o vinagrete de pimentões e o galeto ao zimbro e grapa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sopa creme de abóbora com queijo


Nesta época de frio, nada melhor que uma sopa mais consisten-te. Este é um creme aveludado de abóbora de pescoço com creme de leite fresco. Com uma generosa porção de queijo golda ralado e mangericão.

Acho que dá até pra sentir o aroma.


Cicou muito boa.

domingo, 28 de junho de 2009

Filet Van Gogh


Purê de batatas com queijo Gruyé, iscas de filé ao molho roti e legumes. Na linha de inspiração européia, este prato, se tornou uma pintura gastronômica. Simples na composição mas atrativo aos olhos e ao paladar. O tomate se projeta como uma tulipa vigorosa em meio a um campo novo. O purê de batatas com o queijo gruyé ficou simplesmente fantástico. Não dei o ponto de Aligot, este não era o objetivo e este será outra estória. O perfume do filet e dos legumes transformaram este prato num buque irresistível. Quem provou confirma!!!

Carré de cordeiro - Assado


Um detalhe faz toda a diferença nesta carne tão nobre. Muitas pessoas dizem que é uma carne de sabor acentuado. O que acontece é a distinção entre o que se denomina de Cordeiro e o Carneiro.
CORDEIROS são animais jovens, com até 150 dias de idade para abate, com boa cobertura muscular e carcaça padronizada com, no máximo até 35 quilos de peso vivo, carne tenra e rosada, pouca gordura e sabor suave, pois não teve a maturação sexual ainda.
Essas características fazem com que a carne de cordeiro seja significativamente diferente da carne do CARNEIRO que é um animal com idade superior a seis meses para abate, com carne avermelhada e firme, um odor forte e gordura excessiva. Dentre as carnes vermelhas, a de cordeiro destaca-se pelo seu alto valor nutritivo:
● Vitamina B12 é bom para o sistema nervoso;
● Ferro ajuda a levar oxigênio para os músculos e também ótimo para o cérebro favorecendo a memória e concentração;
● Zinco é essencial para o sistema imunológico;
● A Proteína da carne é essencial na fase de crescimento e para quem pratica atividades esportivas.
● Além de ser muito valiosa em programas de regime alimentar, fazendo com que você se sinta satisfeito por mais tempo.
● Magra e com baixo índice de colesterol comparado as outras proteínas animais.
Este carré foi assado e servido com legumes ao molho roti leve e alecrim. A carne de cordeiro é perfumada e desperta sabores ancestrais. Há milênios, os cordeiros são apreciados pelo homem. Banquetes eram postos e não podia faltar o pequeno animal e um bom tinto encorpado. Recebendo os Farnham este foi o prato principal.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Prato do dia


Inspiração, desejo, de modificar a cada dia o mesmo caminho, o mesmo procedi-mento, as formas, e ao mesmo tempo descobrir sabores e cores dos ingredientes que fazem o cotidiano. Esta é a meta, o desafio que me aplico. Uma prova diária onde os juízes mais severos são meus olhos. A segunda bateria de juízes é formada por inúmeras papilas gustativas que de imediato me aprovam ou não.

Na alquimia de temperos os sabores e aromas são fundamentais, nos arrebatam ou nos fazem ignorar pelo excesso ou pela falta de algo mais. Precisão no toque dos dedos ao dosar uma pitada e ao combinar aromas diversos.

Esta combinação resulta em detalhes que vamos dispondo em seus devidos lugares e formando uma concepção, uma idéia, uma arrumação, harmônica. Um prato.
(Filet em ninho de acelga picante – Publicado no site http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/cozinha_gen/).