1ª Associação de Chefs do Litoral do Paraná
Recebemos o títulos de Master Chef.
Mignon de coelho
Rolinho de mignon de coelho em laminas de pata negra com portobelo grelhado e aspargos verdes sobre veludo de batatas e gema cozida em baixa temperatura.
sábado, 10 de março de 2012
Um sonho, a busca, a realidade e o Profissional
sábado, 3 de março de 2012
28º Encontro de Chef´s do Grupo Giuseppina - O abrir as portas.

A gentileza, o carinho, a hospitalidade, tanto da querida amiga Ana D’Andréa que carinhosamente se intitula de minha Pequena Gafanhota, uma analogia ao filme Kung FU onde o Mestre das artes marciais e da sabedoria (do qual estou a anos luz de defasagem) dialoga com seu pupilo chamado-o de pequeno Gafanhoto, e da anfitriã da casa, a querida amiga Anariá Corona e sua família que junto com os demais participantes do encontro deram um show de generosidade.
Centralizo aqui o nome destas duas mulheres, colegas e amigas acima de tudo pelo prazer de doação e alegria com que elas conduziram o evento. Abrindo as portas da casa física e da casa do coração gerando um clima tão gostoso que o grupo parecia um encontro de ex-colegas de escola, num ambiente de família "Waltons" mesmo. Também a alegria contagiante de todos os presentes.
Conhecimento à beira dos fogões, técnica e o prazer de cozinhar. Ingredientes fundamentais para qualquer preparo. Alegria de estar próximo ao calor dos fogões, do forno.
Boca do forno, boca de fogão, boca da panela. Bocas e bocas, exercitando a degustação, do comer, do beber, da harmonização com vinhos cervejas e vodkas.
Diz à lenda que às vezes Zeus entediado com a vista e com as coisas do Olímpo, desce a terra e se junta aos mortais para sentir de perto o que fazemos para nos divertir e provar do que nos alimentamos.
E desta vez, Zeus desceu direto para Embú das Artes, e se misturou por entre pizzas, leitoas, feijão temperado, linguiças, queijos, massas, peixes e outros frutos, doces preparados por mãos dignas de serem beijadas. Doce mel, paixão de frutas vermelhas, cremes e pães, que pães, aromas que invadiam o salão a cada fornada. A arte estava ali, e não se podia negar.
Generosidade que se espalhou sobre à mesa e nos convidou a um banquete, nos fazendo viajar por texturas e conhecimentos . Palavras com sabores, adoçadas com mel. Aromas afrodisíacos ao paladar que se aguçava a cada instante, a cada lasca.
Experiência sólida que nos hipnotizou com fascínio.
Até Baco, deu seu jeitinho de se infiltrar, acho que disfarçado por um grande bigode. E oferendas em taças reluzentes nos davam o prazer de sentir o frescor de frutas e a ardência de pimentas saborosas trabalhadas com maestria em drinques e frozens.
Alegria como palavra de ordem, alto-astral sempre.
Demonstração de amizade sem fronteiras, prazer em dividir, generosidade, responsabilidade e profissionalismo.
Novos produtos, encantamento da magia dos destilados nobres.
Apreciação, degustação, informação.
O desejo que contagia. Raridades para colecionadores e apreciadores.
Mestres harmonizando, praticando a alquimia da mais fina gastronomia.
Tenho certeza de que Zeus viu, provou e confirmou que ser mortal é muito mais gostoso, e que a cozinha do Olímpo nunca tivera o prazer de presenciar festividades como à deste encontro.
Obrigado de coração a todos estes amigos fantásticos que colaboraram e se empenharam para que acontecesse. Aos patrocinadores que também lá estiveram nos proporcionando este momento.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Lombo de haddock defumado e batatas sauté.
Rameqin Carnevale a Venezia:Purê de abobora, queijo gruyère e trecê de pimentões
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Filé de Badejo defumado ao Mediterrâneo.

sábado, 3 de dezembro de 2011
Costelinhas gregas

Sempre fui louco por costelinhas e sempre procurando maneiras diferenciadas de seu preparo. Dois belos cortes de costelinhas, com pouca gordura estavam me gritando e pedindo alucinadamente para que eu as levasse dali. E como não resisti, logo as acomodei no meu carrinho de compras.
Mas como prepará-las? E não poderia ter tido inspiração melhor. Sempre o Mediterrâneo presente na minha linha de pensamento. Saí então a preparar o Casamento Grego. Uma marinada grega seria o ideal para que a harmonia de tais ingredientes fossem convidados a enaltecer aquelas belas costelinhas.
Tinha ainda um pouco de Uzo e não iria deixar isto de fora. Aberto o armário das especiarias, a magia começõu a se formar e gerar o aroma que provocava as mais doce das paixões.
Mel, açucar mascavo, pimenta do reino, Uzo, orégano, pimenta caiena, mostarda em pasta e em grãos, vinagre, azeite, alho, gengibre, cebola, anis, melaço de romã ervas especiais e especiarias orientais, tomate em polpa e é claro o principal , o Iogurte grego.
Posso garantir que o Casamento estava completo em todos os sentidos, as costelinhas ali envolvidas por aquela marinada que parecia um presente do Olimpo. Diana se orgulharia se o porco tivesse sido caçado, Zeus me olhava avido para degustar. Selados em saco plástico, tiveram sua lua de mel bem refrescante na geladeira, por 18 e sempre promovendo o tombamento ( virando o saco para movimentar a marinada.
Terminado este prazo, as costelinha foram acondicionadas em uma assadeira forrada com papel manteiga e levadas ao forno cobertas por um papel alumínio por cerca de 30 minutos. Após este tempo, retirei o papel e deixei permanecerem ali por mais 20 minutos para qua a cor se fixa-se.
Paralelamente preparei batatas em quartos , cozidas em aguá salgada e depois escorridas. Cebolinnha picada e bastante azeite de oliva extra-virgem completaram o trabalho e flocos de pimenta dedo de moça, desidratado e finamente picados foram pulverizados sobre as batatas.
O resultado foi este ai que apresento. Costelinhas gregas, que de olhos fechados poderiam te levar até Σαντορίνη.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O Sagrado ofício da panificação.
Nada mais conciliador, pacificador, mais harmonizador que uma mesa, uma tábua de corte, um bom pão e uma bela garrafa de vinho e é claro, amigos ao redor para conversas e papos formais e informais também.
E porque hoje é terça-feira isto não pode existir???? Claro que não. Raizes de sangue italiano, espanhol e português que me sigam e me apoiem.

Hoje o dia foi de amassar o trigo, sovar o pão e desenvolver o gluten. E o resultado ai está um pão rústico como os cavaleiros da távola que infelizmente não é redonda estavam pedindo ao louco da taverna.
Do forno de boca ardente, saltou às mãos este que ai está. Um pão preparado com ervas, com especiarías e o segredo vermelho. Mesmo sem ter o coração de leão, sem ter a espada da Lei. e sem ser Hobin Hood. Dividi o tal em láminas que aos cavaleiros dos copos de denso vinho rubi ali levantaram um brinde e em um só coro bradaram saúde ao padeiro (Que no caso era eu é claro).

Com prazer servi aos comensais o pão, queijo e fatias super finas de pernil de cordeiro assado. Me senti num filme ou realmente em outra vida. Onde o Sagrado ofício do fazer o pão se esbarra em fornalhas de tijolos de barro queimado, vielas de luz ausente e aroma de amor ao trigo e ao pão transformado.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Agnolotti de couve com recheio de bacalhau ao molho de abóbora.

Agnolotti, uma forma de apresentação de pasta robusta e delicada ao mesmo tempo em que promete surpresas ao paladar. Anteriormente preparei um pesto a base de couve e como adoro os desafios, os comensais do último pene ao pesto pediram uma pasta com a couve e um molho diferente.
Fechado o desafio. Preparei uma pasta onde o agente desta vez foi a couve, saindo da receita tradicional do espinafre como agente colorífico. Claro tentativas e acertos. A couve não pode ser cozida ou sofrer qualquer outro tipo de cocção. Crua mesmo. Batida com os ovos e o azeite de oliva para ser acrescentado ao preparo da pasta. Bem interessante o efeito das partículas da couve na massa. Nota-se claramente que não foi preparada com corantes artificiais. Um charme a mais.
Surpresa para o recheio destes Agnolottis, bacalhau com azeitonas pretas, alho, salsinha e temperos. Bacalhau cozido e cortado em cubinhos. Nada de desfiar, isto não é bolinho. A textura do peixe deve continuar. Fantástico sabor e explosão na boca ao ser mordido.

Se no pesto deu certo na massa não tem erro!!
Já para o molho,a minha querida abóbora, Jerimum ou Paulista (de pescoço) , esta sim cozida em água e sal com pouquíssima água para não perder a textura encorpada do molho. Depois de cozida, já desmanchando, adicionei creme de leite e levei ao fogo para aquecer no momento de servir.
Efeito suave de textura e sabores. As sementes de mostarda negra constrastando sempre. Lembrando, são ótimas para o coração.
Esta ai, mais uma criação, Agnolotti de couve com recheio de bacalhau ao molho de abóbora.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Um pesto diferente.
A receita pode parecer bula de remédio (kkkkk) mas é uma forma interessante de saber o que estamos ingerindo e prestar a atenção no valor dos alimentos e de uma alimentação saudável . Sempre digo que cozinha e mesa também fazem parte do processo de aculturação do homem como um ser em boa forma no Século XXI.
Utilizei a couve, que além de saborosa é rica em fibras e ferro , um alimento rico em nutrientes e possui baixo teor calórico. É rico em vitamina A e vitamina C. Possui cálcio, beta caroteno e elevada quantidade de antocianinas.
Pelo gergelim que é rico em proteínas, fibras, cálcio e ferro, além de conter gordura de ótima qualidade, vitamina E, do complexo B, minerais como fósforo, magnésio, selênio, zinco e manganês.
E sobre o parmesão temos:
| Descrição | Peso (g) | Medida Comum | Conteúdo por Medida |
| Ácido pantoténico | 5 | 1 tbsp | 0.016 (mg) |
| Ácidos graxos, total monoinsaturados | 5 | 1 tbsp | 0.419 (g ) |
| Ácidos graxos, total poli | 5 | 1 tbsp | 0.059 (g ) |
| Ácidos graxos, total saturados | 5 | 1 tbsp | 0.865 (g ) |
| Açúcares, total | 5 | 1 tbsp | 0.05 (g) |
| Água | 5 | 1 tbsp | 01.04 (g ) |
| Cálcio, Ca | 5 | 1 tbsp | 55 (mg) |
| Carboidratos, por diferença | 5 | 1 tbsp | 0.20 (g) |
| Caroteno, alfa | 5 | 1 tbsp | 0 (µg) |
| Caroteno, beta | 5 | 1 tbsp | 2 (µg) |
| Cobre, Cu | 5 | 1 tbsp | 0.012 (mg) |
| Colesterol | 5 | 1 tbsp | 4 (mg) |
| Colina, total | 5 | 1 tbsp | 0.8 (mg) |
| Criptoxantina, beta | 5 | 1 tbsp | 0 (µg) |
| Energia | 5 | 1 tbsp | 22 (kcal) |
| Ferro, Fe | 5 | 1 tbsp | 0.05 (mg) |
| Fibra, dietética total | 5 | 1 tbsp | 0.0 (g) |
| Folato, DFE | 5 | 1 tbsp | 1 (µg) |
| Fósforo, P | 5 | 1 tbsp | 36 (mg) |
| Licopeno | 5 | 1 tbsp | 0 (µg) |
| Luteína + zeaxantina | 5 | 1 tbsp | 0 (µg) |
| Magnésio, Mg | 5 | 1 tbsp | 2 (mg) |
| Manganês, Mn | 5 | 1 tbsp | 0.004 (mg) |
| Niacina | 5 | 1 tbsp | 0.006 (mg) |
| Potássio, K | 5 | 1 tbsp | 6 (mg) |
| Proteína | 5 | 1 tbsp | 1.92 (g) |
| Riboflavina | 5 | 1 tbsp | 0.024 (mg) |
| Selênio, Se | 5 | 1 tbsp | 0.9 (µg) |
| Sódio, Na | 5 | 1 tbsp | 76 (mg) |
| Tiamina | 5 | 1 tbsp | 0.001 (mg) |
| Total de lipídeos (gordura) | 5 | 1 tbsp | 1.43 (g) |
| Vitamina A | 5 | 1 tbsp | 22 IU |
| Vitamina A | 5 | 1 tbsp | 6 RAE |
| Vitamina B-12 | 5 | 1 tbsp | 0.11 (µg) |
| Vitamina B-6 | 5 | 1 tbsp | 0.002 (mg) |
| Vitamina C, o total de ácido ascórbico | 5 | 1 tbsp | 0.0 (mg) |
| Vitamina E (alfa-tocoferol) | 5 | 1 tbsp | 0.01 (mg) |
| Vitamina K (phylloquinone) | 5 | 1 tbsp | 0.1 (µg) |
| Zinco, Zn | 5 | 1 tbsp | 0.19 (mg) |
E fundamental para todo o processo, o velho e bom amigo azeite de oliva. E já que as gorduras representam 33% do total de energia ingerida diariamente para uma alimentação saudável, seria essensial substituir o consumo de gorduras saturadas por monoinsaturadas, como é o caso do azeite. As últimas novidades coincidem em assinalar que o uso de azeite de oliva reduz o colesterol e ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares. Devido ao seu alto teor de ácidos monoinsaturados. Também é fonte de vitamina E e rico em antioxidantes, retarda o envelhecimento celular.
Também melhora o funcionamento do Pâncreas e do Estômago. Ajuda a prevenir a arteriosclerose e seus riscos, digere-se com maior facilidade do que qualquer outra gordura comestível e com a vantagem de não possuir colesterol, tendo a mesma quantidade de calorias dos outros óleos.
Também conta como ponto positivo a aceleração metabólica e produzir efeito proteor e tônico da epiderme, também estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e a mineralização. O azeite de oliva é o mais adequado para ser consumido tanto ao natural como em frituras. Tem sido parte da cultura mediterrânea desde suas origens. A cinco mil anos as mulheres egípcias descobriram os efeitos benéficos do azeite para sua pele, utilizando como emoliente, e criaram também o promeiro sabonete. O azeite de oliva é uma forma natural de proteção da pele, unhas e cabelos. É rico em vitaminas A,D, K e E.
E para fechar os ingredientes ainda faltam o alho e a pimenta caiena.
O alho era muito utilizado há milhares de anos pelos herbanários (estabelecimento que vende ervas medicinais) e curandeiros para combater inúmeras doenças.
Fonte: www.sociedadedigital.com.br
Fonte: www.chinaonline.com.br
Também conhecida como pimenta vermelha, estimula a digestão,auxilia no tratamento de má circulação sanguínea e é rica em vitaminas A e C. É a mais medicinal das pimentas.
Um estudo feito pelo Instituto Politécnico de Oxford revelou que a pimenta caiena aumenta o metabolismo em 20%, bem como evidenciou sua propriedade de retirar gorduras das artérias.
Além de ser um forte estimulante do metabolismo, ajuda a criar calor e a estimula a circulação, ajudando no processo de purificação e eliminação das toxinas.
Bem, para o preparo, a couve, o gergelim e o alho, passaram pelo mix com o azeite de oliva. A couve foi picada previamente para não se aglutinar na lâmina. Após triturados, fui adicionando mais azeite de oliva e e o queijo parmesão ralado.
É um processo onde vamos observando a textura que queremos dar ao molho e a quantidade de azeite, vamos verificando a viscosidade e a capacidade de aderência à massa. Alcançado o ponto ideal, foi adicionada a pimenta caiena. Neste ponto o paladar de cada um irá determinar a quantidade desta preciosidade.
Não é necessário adição de sal.
A massa ou pasta, foi o penne rigate que além de ser fantático as ranhuras servem para segurar também o molho. Cozido em 8 minutos estava no ponto. Escorrido e logo em seguida recebeu o molho .
Bom apetite!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Acredita-se que os lituanos usaram para saborizar uma vodka um talo de erva de bisonte, logo no século 16. "Stumbras Grama Bison" vodka é uma das primeiras e conhecidas vodkas aromatizadas na Lituânia, cuja receita foi restaurada por "Stumbras" e seus especialistas no início do século 20. É baseado em receitas antigas.
Vale a pena experimentar esta maravilha. Quem gosta e curte uma vodka não pode passar pela vida sem provar esta.
Cremosidade da baixa temperatura, paladar, aroma, são características que permanecerão na sua boca proporcionando um prazer sem igual.
Aqui na sua mais pura simplicidade, com uma única cereja, transmite este prazer sensorial do ver ao paladar.





















